PUBLICIDADE
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Transbordamento em mina de Ouro Preto chega a córrego de Congonhas e eleva turbidez da água

Siga no

(Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Compartilhar matéria

A Prefeitura de Congonhas confirmou que o transbordamento em um reservatório de uma cava de mina da Vale, em Ouro Preto, atingiu o córrego Goiabeiras, um dos afluentes do rio Maranhão, que corta o município. O episódio ocorreu nesse domingo (25/1). Autoridades seguem acompanhando os impactos ambientais nesta segunda (26/1).

Segundo o prefeito de Congonhas, Anderson Cabido, o incidente envolveu o extravasamento de um dique de contenção de água localizado dentro de uma cava de mineração. “Não é uma barragem de rejeito, mas um dique de contenção que, ao ser extravasado, carreou todo o material que estava adiante da estrutura”, explicou. De acordo com ele, a força da água levou lama, resíduos de minério e sedimentos acumulados nas vias internas da área de mineração.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A prefeitura informou que água turva contendo minério e outros materiais atingiu o córrego Goiabeiras, responsável por alimentar o rio Maranhão. Cabido relatou alterações visíveis no curso d’água. “A gente já viu um aumento do volume da água no rio e um aumento significativo da turbidez, o que mostra que esse material, de fato, chegou lá”, disse.

O prefeito estimou que o volume liberado foi expressivo. “A gente tem uma estimativa de 220 mil metros cúbicos de água que vazaram dessa estrutura”, afirmou.

Entenda

O extravasamento foi registrado por volta das 5h30 de domingo no complexo minerário Fábrica, em Ouro Preto, onde ficam as barragens da série Forquilha. A enxurrada atingiu áreas da unidade Pires, da CSN Mineração, empresa vizinha à Vale, provocando alagamentos em setores como almoxarifado, oficinas mecânicas, acessos internos e áreas de embarque.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Prefeito questiona falta de monitoramento

Cabido questionou a falta de monitoramento do dique. “É uma surpresa para nós que isso não estivesse sendo monitorado. Ainda que não seja uma barragem de rejeitos, é uma estrutura que comportava um volume muito grande de água e que deveria, na nossa avaliação, ser monitorada”, afirmou. Ele também destacou a necessidade de atuação dos governos estadual e federal, já que a estrutura não fica em Congonhas.

O que dizem as empresas

Em nota oficial, a CSN Mineração garantiu que suas próprias estruturas de contenção de sedimentos seguem operando normalmente e que monitora a situação desde os primeiros momentos.

A Vale, por sua vez, esclareceu que pessoas e a comunidade da região não foram afetadas pelo transbordamento. A mineradora informou ainda que comunicou os órgãos competentes e prioriza a proteção das pessoas, comunidades e meio ambiente. As causas do extravasamento de água estão sendo apuradas.

“A Vale reforça que o ocorrido não tem qualquer relação com as barragens da empresa na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana”, completa a empresa.

Trabalhos seguem

Em nota, o Governo de Minas Gerais informou que equipes da Defesa Civil estadual, do Corpo de Bombeiros Militar, da Polícia Militar e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável realizam vistorias técnicas na região entre Congonhas e Ouro Preto. O objetivo é apurar as causas do episódio e avaliar possíveis impactos ambientais, humanos e operacionais, inclusive sobre as atividades da CSN.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O rompimento ocorreu exatamente sete anos após o desastre de Brumadinho, que matou 272 pessoas, em 25 de janeiro de 2019. Apesar da coincidência da data, Cabido ressaltou que não há risco de novo rompimento no local afetado. “A estrutura voltou para sua condição natural. Ela está aberta e a água vai continuar vazando por ali normalmente”, disse.

As autoridades estaduais informaram que os trabalhos de apuração continuarão até que todos os esclarecimentos sejam prestados e que novas informações serão divulgadas à medida que forem confirmadas.

Compartilhar matéria

Siga no

Thiago Cândido

Jornalista pela UFMG. Repórter na 98 desde 2025. Participou de reportagens vencedoras do Prêmio CDL/BH de Jornalismo 2024 e Prêmio Mercantil de Jornalismo 2025.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Minas Gerais

Brumadinho: bombeiros encerram buscas após sete anos de vistorias; entenda o que muda

Transbordamento em mina de Ouro Preto mobiliza forças de segurança e órgãos ambientais

Brumadinho, 7 anos: a luta por justiça e o cerco jurídico contra a ‘cultura do lucro’

Mostra de Tiradentes exalta bom momento do audiovisual brasileiro

Após 7 anos, tragédia de Brumadinho será examinada na Justiça

Acidente entre caminhões provoca explosão e deixa motorista morto na BR-365, no Triângulo Mineiro

Últimas notícias

França analisa e vota proibição de redes sociais para adolescentes menores de 15 anos nesta segunda

Agências do INSS estarão fechadas de quarta a sexta-feira desta semana; entenda

Prouni abre inscrições para o primeiro semestre: saiba como fazer

Renan Lodi provoca Kaio Jorge nas redes sociais após vitória do Atlético no clássico

Anime DR. Stone terá Araxá, em Minas Gerais, como cenário na última temporada; saiba o motivo

Último dia! Inscrições para concurso da Câmara dos Deputados terminam hoje

Carnaval BH 2026: ambulantes já podem retirar credenciais para trabalhar na folia; saiba como

VÍDEO: Nikolas Ferreira agradece apoio após ‘Caminhada pela Liberdade’ de Minas a Brasília

Variação no preço do gás chega a 95% na Grande BH, aponta pesquisa do Mercado Mineiro