O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, participou nesta quarta-feira (21/1) da apresentação do projeto de Parceria Público-Privada (PPP) voltado para a educação. O edital prevê investimentos de R$ 5,1 bilhões destinados à modernização da infraestrutura de mais de 90 escolas estaduais.
Durante o evento, Zema comentou os entraves jurídicos que envolvem outro projeto de sua gestão: as escolas cívico-militares. O governador criticou a proibição de audiências públicas para consultar as comunidades escolares sobre a adesão ao modelo.
“O que nós queremos é fazer a audiência pública. Não estamos falando nem de implantar escola cívico-militar, não. Queremos escutar os pais, os alunos, a comunidade escolar sobre essas questões. E alguém proibir escuta, proibir a audiência pública, para mim é a maior o maior absurdo possível”.
Para o governador, a resistência ao modelo reflete um receio político da aprovação popular. “Autoritarismo sem tamanho, acho que é medo da população querer, desejar, que é o que nós sabemos e esse modelo avançar. Deve ser isso. Isso deve estar incomodando muita gente”.
Projeto da PPP
O foco do evento desta manhã, no entanto, foi o lançamento do edital que visa transformar a estrutura física da rede estadual. O montante bilionário será aplicado na reforma, ampliação e manutenção das unidades de ensino, delegando a parceiros privados a gestão não pedagógica (como obras e zeladoria), enquanto a parte educacional permanece sob responsabilidade do Estado.
