PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Moraes dá cinco dias para Bolsonaro e réus apresentarem defesa prévia da trama de golpe

Siga no

Bolsonaro e mais sete indiciados do núcleo 1 da trama golpista são réus na ação penal do STF. (Créditos: Valter Campanato/Agência Brasil)

Compartilhar matéria

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, concedeu nesta sexta-feira (11) prazo de cinco dias para os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus do núcleo 1 da trama golpista apresentarem a defesa prévia da ação penal aberta contra os acusados.

A abertura é uma formalidade para cumprir a decisão da Primeira Turma da Corte que aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e transformou Bolsonaro, o general Braga Netto e outros acusados em réus.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Pela decisão, os acusados vão poder alegar “tudo o que interesse à sua defesa”, além de indicar provas pretendidas e testemunhas, que deverão depor por videoconferência.

Moraes também confirmou que Bolsonaro e os demais acusados deverão prestar depoimento ao final da instrução. A data ainda não definida.

O ministro acrescentou ainda que vai indeferir as testemunhas “meramente abonatórias”, ou seja, de pessoas que não possuem conhecimento dos fatos e são convocadas apenas para elogiar os réus. Nesses casos, os depoimentos deverão ser enviados por escrito pela defesas.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Os réus do núcleo 1 da da trama golpista são:

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República
  • Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022
  • General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha
  • Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa
  • Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro

Próximos passos da ação penal

Com a abertura da ação penal, os acusados passam a responder pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

A convocação também marca o início a instrução processual, fase na qual os advogados poderão indicar testemunhas e pedir a produção de novas provas para comprovar as teses de defesa. Os acusados também serão interrogados ao final dessa fase.

Os trabalhos vão ser conduzidos pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Após o fim da instrução, o julgamento vai ser marcado, e os ministros vão decidir se o ex-presidente e os demais acusados serão condenados à prisão ou absolvidos. Não há data definida para o julgamento.

Em caso de condenação, a soma das penas para os crimes passa de 30 anos de prisão.

Compartilhar matéria

Siga no

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Notícias

Promotor Carlos Eduardo lança candidatura à Procuradoria-Geral de Justiça de Minas

‘Sem os ministros do Lula no Supremo, a democracia vive’, diz Flávio Bolsonaro

José Sarney recebe alta após três dias internado com pneumonia

‘Moraes jamais poderia votar’, afirma especialista sobre sessão no STF

‘Assumam que estão ferrados’: mensagens expõem tensão entre Gilmar, Kassio e Fux

TRE-MG rejeita recurso de Eduardo Cunha e mantém candidatura barrada em Minas

Últimas notícias

Professores da rede privada de BH aprovam greve por tempo indeterminado

Alta de juros do Fed após 3 anos pode não impactar índice no Brasil, aponta Economista

Candidatos sem campanha

Trump cobra ações do Brasil contra PCC e Comando Vermelho

Botafogo anuncia Tite, ex-treinador do Cruzeiro e da Seleção Brasileira

Adolescente é atacada por enxame de abelhas e leva mais de 100 picadas na porta da escola em Ibirité

Relembre a última vitória do Atlético por três gols de diferença em mata-matas internacionais

‘Produtividade sem estratégia não gera lucro’, diz especialista sobre o uso de IA em empresas

China endurece regras de controle de viagens e impede saída de profissionais do setor de tecnologia