Uma das missões mais importantes da história espacial esconde um segredo que só veio à tona décadas depois. Em 1969, os astronautas Thomas Stafford, John Young e Eugene Cernan, da missão Apollo 10, estavam do lado escuro da Lua — completamente isolados de qualquer sinal da Terra — quando ouviram algo que não conseguiam explicar.
Pelos fones de ouvido, uma espécie de música. Estranho, contínuo, por quase uma hora.
Nas gravações, um dos astronautas chega a dizer: “outer space-type music” — uma música do tipo espacial. O tom entre os três era de puro espanto. E em determinado momento, eles chegam a cogitar em voz alta se deveriam ou não contar à NASA o que estavam ouvindo.
O registro ficou guardado nos arquivos da agência espacial americana por quase quatro décadas, até que em 2008 a NASA decidiu torná-lo público. O que era para ser apenas mais um documento técnico virou um dos maiores mistérios da exploração espacial.
Até hoje, não há uma explicação definitiva. A versão mais aceita entre os cientistas é a de uma interferência entre os sistemas de rádio da nave. Mas o fato de o arquivo ter ficado arquivado por tanto tempo, aliado à reação dos próprios astronautas, mantém a história viva — e cheia de perguntas.
O assunto voltou às discussões agora com a recente passagem da missão Artemis II ao redor da Lua. Os novos astronautas não relataram nada parecido, mas o episódio da Apollo 10 lembra que o espaço ainda guarda muito mais do que a ciência consegue responder.
