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Novas regras para motos por aplicativo: o que muda com a regulamentação da PBH?

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Empresas terão que custear seguro e oferecer base de descanso aos condutores de moto por aplicativo. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

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A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) publicou, nesta quinta-feira (26/3), a lei que regulamenta o transporte remunerado de passageiros em moto por aplicativo na capital. O projeto, de autoria do vereador Pablo Almeida (PL), já havia sido aprovado pela Câmara Municipal no fim de 2025.

Após a sanção do prefeito Álvaro Damião (União Brasil), a nova norma oficial entrará em vigor em um prazo de 90 dias. O dispositivo legal separa a atividade dos aplicativos do serviço tradicional de mototáxi, que continuará sob uma regulação específica do Executivo. A mudança vai estabelecer diretrizes mais rigorosas para condutores e plataformas do setor.

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Novas regras

  • O motociclista precisará ter, no mínimo, 21 anos;
  • Será exigido que o condutor tenha, no mínimo, dois anos de habilitação;
  • A prefeitura cobrará a apresentação de documentos de identificação, certidão negativa de antecedentes criminais e o registro ativo no INSS;
  • o condutor precisa comprovar aprovação em um curso de pilotagem segura ofertado pela própria plataforma;
  • O trabalhador também deverá utilizar capacete, colete com faixas refletivas e aparador de linha fixado no guidão;
  • O veículo precisará manter o licenciamento (CRLV) e a revisão em dia, contando com seguros contra acidentes (APP e DPVAT) que serão integralmente custeados pela empresa do aplicativo.

Responsabilidade das plataformas

  • As operadoras deverão monitorar as viagens e a velocidade em tempo real, fornecendo os equipamentos de segurança e treinamentos periódicos de trânsito;
  • As plataformas assumem a responsabilidade de implementar pontos de apoio físico pela cidade, oferecendo banheiros, área de descanso, água potável, internet wi-fi e segurança para os motociclistas;
  • As empresas precisarão compartilhar relatórios trimestrais com a prefeitura que incluirão o nome dos motoristas, mapas de calor anônimos das rotas, localização de acidentes e um monitoramento de comportamento no trânsito.

Penalidades

Por fim, o descumprimento das novas regras gerará penalidades severas para todos os envolvidos no sistema. As empresas operadoras poderão sofrer desde advertências e multas até a cassação definitiva da autorização para atuar em Belo Horizonte. Ao mesmo tempo, o texto prevê que os motociclistas que desrespeitarem a legislação de trânsito deverão ser sumariamente excluídos do aplicativo pela própria plataforma.

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Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

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