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Com a promessa de desafogar Cristiano Machado, viaduto da Waldomiro Lobo ainda traz transtornos a moradores

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A professora Elizete Silva Souza questiona falhas estruturais em seu imóvel, situado próximo às obras da Waldomiro Lobo. (Imagens cedidas à Rede 98 / Reprodução)

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A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) liberou, nessa quinta-feira (23/10), a última alça de acesso do novo viaduto entre as avenidas Cristiano Machado e Waldomiro Lobo, Região Norte da capital mineira. A estrutura tem o objetivo de desafogar o trânsito no sentido bairro Guarani e Centro.

Em fala a jornalistas, durante o lançamento da estrutura, o prefeito Álvaro Damião (União) pediu paciência aos moradores da região. Damião, que assinou uma ordem de serviço para dar início às obras de paisagismo no entorno do viaduto, afirmou que as intervenções chegam para o benefício de toda a população.

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Moradores questionam transtornos

Em contraste à fala de Damião, quem divide o endereço dos viadutos critica os transtornos deixados com as obras — bem como a falta de diálogo por parte da Prefeitura.

É o caso da professora Elizete Silva Souza, que mora na região. “A minha casa e a da minha mãe estão bem danificadas. São muitas trincas, rachaduras mesmo. A dos meus dois irmãos, que também que moram no lote, estão bem danificadas com trincas”, desabafa, em fala à Rede 98.

“Estamos tentando sempre com reportagem, com a ajuda de vereadores. Mas não temos respaldo. Com a prefeitura, nós tentamos marcar reuniões. O prefeito não atende, não marca essa reunião”, completa.

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A reportagem esteve no imóvel — próximo à alça liberada nesta semana — e constatou falhas estruturais como trincas nas paredes, rachaduras, janelas e portas emperrando.

Sudecap se pronuncia

Em entrevista à Rede 98, o Superintendente da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), Leonardo Gomes, afirmou que a prefeitura conversou com os moradores impactados pelas obras, e destacou a maneira como são calculados os valores de indenização daqueles que precisam ser realocados.

“Quando a gente [PBH] faz o cálculo para fazer a desapropriação da pessoa ou a indenização, a gente tem uma equipe de engenharia, atende normalização técnica para fazer essas avaliações, as perícias no local”, explica. “Temos relatório técnico, engenheiro fazendo essa essa avaliação: se tem que indenizar só a residência ou se tem que indenizar a residência e o imóvel, o lote da pessoa. A gente faz a proposta para a pessoa dentro de uma normalização técnica. Se ela tá e não está de acordo, ela pode questionar sem problema nenhum”, completa.

Leonardo orienta os moradores que identificarem problemas estruturais a acionar a Prefeitura. “Ele [deve] acionar a engenharia da Sudecap, dentro no no canteiro de obras, ou a Defesa Civil, que vai fazer uma vistoria. Se tiver alguma patologia, ela vai nos acionar e a gente vai fazer todo atendimento. A prefeitura tem esses mecanismos para amparar o morador.

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Sobre as obras na Waldomiro Lobo

As obras da Waldomiro Lobo integram um conjunto de intervenções de mobilidade, com o objetivo de desafogar o trânsito na Avenida Cristiano Machado, na Região Norte de BH. O investimento total é de R$ 104,8 milhões, com recursos provenientes da Corporação Andina de Fomento (CAF) e do Tesouro Nacional. A conclusão completa dos serviços está prevista para o primeiro semestre de 2026.

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Rafael Mendonça

Jornalista formado pela Universidade Federal de São João del-Rei. Produtor de Jornalismo na Rádio 98 e atua desde os 17 anos na produção, edição e apresentação em rádio. Passagens por Rádio Universitária e Cultura (Lavras), Rádio São João Del-Rei, Rádio da Massa e Rádio Transamérica.

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