O Ministério de Minas e Energia anunciou, nesta quinta-feira (3/7), um investimento de R$ 20 milhões para reforçar o combate à mineração ilegal na bacia do Rio Doce. O ministro Alexandre Silveira esteve na Superintendência Regional da Polícia Federal em Belo Horizonte para assinar o Acordo de Cooperação Técnica que viabiliza a destinação dos recursos para ampliação da fiscalização e das investigações sobre crimes relacionados à atividade minerária irregular.
O investimento será utilizado na compra de 37 viaturas, nove drones, sistemas de comunicação criptografada, equipamentos periciais e tecnologias de inteligência. Segundo o ministério, a expectativa é ampliar em 30% a capacidade operacional da Polícia Federal, aumentar em 30% o monitoramento geoespacial das áreas de risco e elevar em 25% as operações preventivas e repressivas contra a mineração ilegal.
O superintendente regional da Polícia Federal em Minas Gerais, Richard Murad Macedo, afirmou que o objetivo é evitar que tragédias ambientais como a de Mariana voltem a ocorrer.
“Nós somos o estado que passou pela maior tragédia de barragens do mundo. Foi o maior local de crime do mundo, foi Mariana – 800km de local de crime. Então, se em algum momento nós tivemos que investigar os autores dessas tragédias, agora nós buscamos o inverso: evitar que elas ocorram através da produção de uma prova qualificada, científica e, de forma muito enérgica, a Polícia Federal vai atuar no combate a esses crimes ambientais”, afirmou.
Recursos vão ajudar a melhorar fiscalização e monitoramento
Os R$ 20 milhões anunciados nesta sexta-feira fazem parte de um pacote de R$ 45 milhões previsto no novo acordo de reparação da bacia do Rio Doce. Outros R$ 25 milhões serão destinados à Agência Nacional de Mineração (ANM) para modernizar as ações de fiscalização e monitoramento das atividades minerárias.
Durante o evento de anúncio, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que os recursos da repactuação também estão sendo direcionados para obras de infraestrutura e outras ações de recuperação ao longo da bacia do Rio Doce.
“São vários investimentos sendo anunciados, vários investimentos que já conseguimos andar. Esse foi um que nós priorizamos, dentre outros que já estão sendo executados em toda a Bacia do Rio Doce, muitos no restabelecimento natural do leito do Rio Doce, na área ambiental, na área social, na saúde pública, na infraestrutura”, disse.
Ao todo, o acordo de repactuação firmado após o rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, prevê cerca de R$ 170 bilhões destinados a ações de reparação ambiental, social e econômica ao longo da bacia do Rio Doce.
