PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Câmara aprova o PL Antifacção sem a taxação de bets

Siga no

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Compartilhar matéria

A Câmara aprovou no fim da noite da terça-feira (24/2) o Projeto de Lei Antifacção. O próprio governo federal, autor da proposta, é crítico da redação – o texto final é de autoria do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A proposta segue para sanção presidencial.

Mesmo contra o projeto, o PT manifestou “apoio crítico” e votou, em sua maioria, a favor do texto. O Ministério da Justiça atuou para convencer os parlamentares de que era melhor votar o texto como está do que uma versão ainda mais “radical” apresentada por Derrite.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O Centrão impôs ainda outra derrota ao governo ao retirar do texto a criação de um dispositivo para financiar ações de repressão ao crime organizado por meio de tributos em apostas de quota fixa, as bets. A alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-Bets) seria de 15% – a iniciativa tinha vindo do relator no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE).

Fiador

Derrite havia mantido a criação da Cide-Bets. Mas o Centrão trabalhou contra e o principal fiador do movimento para a derrubada desse trecho da proposição foi o líder do PP na Câmara, Doutor Luizinho (RJ).

As tratativas entre os partidos se alongaram pela tarde da terça Parlamentares do Centrão e da bancada da bala ameaçaram que, se o PT fosse contra, seria votado o texto originalmente aprovado pela Câmara, sem as concessões do relator.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Ao todo, foram oito versões apresentadas por Derrite. A matéria passou por várias negociações com o Ministério da Justiça e parlamentares.

Nas primeiras conversas, ainda sob Ricardo Lewandowski, a pasta era contra o projeto – apontava problemas como o enfraquecimento da Polícia Federal e má técnica legislativa. Agora, sob a chefia de Wellington César, o ministério defendeu a aprovação do atual projeto para evitar uma derrota ainda maior.

Derrite foi resistente a mudanças e rejeitou alterações feitas pelo relator no Senado, Alessandro Vieira. O deputado do PP disse que o senador fez “retrocessos”. Segundo ele, há “reforço da impunidade” e o texto “enfraquece de maneira significativa a ação civil de perdimento de bens”. O governo tinha recebido bem a iniciativa do Senado.

Colarinho-branco

Vieira criticou as alterações na Câmara. Ele questiona, sobretudo, a decisão de Derrite de tirar modificações feitas por ele sobre ações de combate aos crimes de colarinho-branco.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“O relator fez uma escolha. A escolha foi retomar trechos do texto que impedem a atuação dura da Justiça e da polícia contra o criminoso rico”, disse o senador. “Esquemas do tipo máfia do INSS, Banco Master, desvio de emendas, não terão dureza no tratamento. Mas, para o pobre, na favela, vale a pena ser duro “

Compartilhar matéria

Siga no

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Política

Valdemar descarta sucessora para Michelle no PL: ‘nomes nós temos, mas sabe como é mulher, né?’

Aécio descarta candidatura à Presidência e diz que PSDB deve construir projeto para 2030

PF apreende última arma registrada em nome de Bolsonaro no Rio Grande do Sul

PL marca convenção em meio à indefinição sobre candidatura ao Governo de Minas

Hugo Motta define comando da comissão que vai analisar PEC da redução da maioridade penal

Câmara aprova MP que libera R$ 1,3 bilhão para cidades atingidas pelas chuvas em Minas

Últimas notícias

Christian deixa Belo Horizonte para assinar com clube da Rússia

Influência de Artur Jorge? Pec fala como o treinador ajudou na sua vinda ao Cruzeiro

Brasil enfrenta novas barreiras comerciais e avanço do protecionismo preocupa especialistas

Gabriel Pec comenta como ele amadureceu na sua passagem nos Estados Unidos

Iraque: do berço da civilização à Copa de 2026

Crediário volta ao varejo com crédito bancário restrito

STF analisa multa por lucro distribuído com dívida fiscal

Cooperativas ampliam crédito após recuo do Banco do Brasil

Cultura do print muda a comunicação nas empresas