A Equatorial Energia foi a única empresa a apresentar proposta para assumir a posição de investidora estratégica da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A informação foi divulgada pela estatal na noite desta quarta-feira (03/6).
A empresa ofereceu R$ 49,03 por ação, valor superior ao preço mínimo estabelecido pelo Governo de Minas Gerais, de R$ 47,23. Caso a operação seja concluída nos moldes atuais, a Equatorial investirá cerca de R$ 5,5 bilhões para adquirir aproximadamente 30% da companhia.
Além disso, a empresa manifestou interesse em participar da segunda etapa da oferta, o que pode elevar o investimento total para cerca de R$ 8 bilhões.
Próxima etapa será decisiva
Apesar da proposta apresentada pela Equatorial, a privatização da Copasa ainda não está concluída.
O Governo de Minas dará início à fase de bookbuilding, processo em que investidores do mercado indicam quantas ações pretendem adquirir e por qual valor. Nesta etapa, serão ofertados outros 15% do capital da companhia.
A previsão é que o procedimento tenha início nesta sexta-feira (5), enquanto a liquidação das ações está prevista para ocorrer na próxima semana, no dia 11 de junho.
Equatorial larga na frente
A apresentação da única proposta coloca a Equatorial como principal candidata a assumir a posição de investidora estratégica da estatal mineira.
O modelo adotado pelo Governo de Minas é semelhante ao utilizado na privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), processo no qual a Equatorial também foi a única empresa a apresentar proposta para se tornar investidora de referência.
A companhia já atua nos setores de distribuição de energia, transmissão e saneamento e busca ampliar sua presença no segmento de infraestrutura.
Mercado ainda pode mudar cenário
Mesmo sendo a única interessada na posição de investidora estratégica, a Equatorial ainda não tem a vitória garantida.
Isso porque, caso a etapa de bookbuilding resulte em uma precificação superior à proposta apresentada pela companhia, a estrutura da operação poderá ser alterada.
Nesse cenário, os 45% das ações ofertadas seriam distribuídos diretamente ao mercado, sem a definição de um investidor de referência, modelo conhecido como corporation.
A definição final sobre o futuro da Copasa deve ocorrer após a conclusão das próximas etapas do processo de desestatização conduzido pelo Governo de Minas Gerais. foi mantida e teve a Equatorial como única interessada na posição de investidora estratégica da companhia.