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Flávio Bolsonaro acusa Dino de interferência política após operação sobre ‘Dark Horse’

Por Igor Teixeira Rede 98
10/09/2026 15:49 Atualizado há 2 horas
(Foto: Charles Vieira)

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) acusou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de tentar interferir politicamente nas eleições ao autorizar a operação da Polícia Federal (PF) que investiga suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares envolvendo entidades ligadas à produtora do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A declaração foi dada nesta quinta-feira (10/9), durante agenda de campanha em Boa Vista, Roraima. Flávio também negou que recursos públicos tenham sido utilizados para financiar a produção sobre o pai.

“Não tem absolutamente nada de errado com esse filme. Não tem um centavo de dinheiro público, como já cansei de falar. Pode revirar do avesso de cima para baixo, trás para frente, um lado pro outro, de ponta cabeça, que não vai ter nada”, afirmou.

Na sequência, o candidato atribuiu a operação a uma suposta motivação política.

“O que tem claramente é uma tentativa de interferência política mais uma vez agora do ministro Flávio Dino sobre as eleições. A única realidade, qual o fundamento dessa operação? Político”, declarou.

A operação foi autorizada por Dino e investiga a destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares apresentadas pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP) para organizações relacionadas a Karina Gama, sócia da Go Up Entertainment, produtora responsável por Dark Horse.

A investigação apura suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A existência da investigação não significa que os envolvidos tenham cometido os crimes apurados.

Financiamento do filme

O financiamento de Dark Horse já havia entrado no centro do debate político antes da operação desta quinta. Em maio, foram divulgados áudios nos quais Flávio Bolsonaro pedia R$ 61 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a produção.

Na ocasião, Flávio afirmou que apresentaria, em até 30 dias, uma prestação de contas dos recursos utilizados no filme.

Mais de três meses depois, o candidato afirmou que a Go Up Entertainment havia prestado contas e que as informações tinham sido divulgadas pela imprensa. Os documentos apresentados, porém, continham dados gerais sobre receitas e despesas, sem detalhamento público completo sobre a origem e o destino dos recursos.

Nesta quinta, ao comentar a investigação, Flávio voltou a sustentar que não houve utilização de dinheiro público no filme.

Ataques a Lula e ao STF

Durante a agenda em Roraima, Flávio Bolsonaro também afirmou acreditar que vencerá a eleição presidencial e voltou a atacar o presidente Lula (PT) e ministros do Supremo.

“O Lula já abandonou a campanha política. Ele agora tá contando com os seus amigos no Supremo para tentar levar no tapetão. Vai perder no voto, vai perder no tapetão”, disse.

Em Boa Vista, Flávio participou de uma reunião com empresários, políticos e apoiadores e cumpriu agenda de campanha com aliados locais.

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Igor Teixeira
Igor Teixeira
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.