A deputada federal Duda Salabert (PSOL) fez duras críticas à gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT) em Minas Gerais e afirmou que o petista contribuiu para o enfraquecimento da legislação ambiental no estado. As declarações foram feitas nesta sexta-feira (6/11), durante entrevista ao programa Direto ao Ponto, da 98News.
Duda classificou o governo Pimentel, entre 2015 e 2018, como um fracasso e afirmou que a atuação do ex-governador representou um retrocesso para Minas Gerais. A parlamentar também reconheceu aspectos positivos da passagem do petista pela Prefeitura de Belo Horizonte, mas fez uma avaliação negativa de sua administração estadual.
“A gestão Pimentel foi um fracasso. Foi uma vergonha a gestão Pimentel, uma vergonha. O Pimentel foi um desserviço para a política brasileira, um desserviço para a política nacional. Como prefeito, fez até uma boa gestão, mas enquanto governador foi um fracasso”, afirmou.
A deputada também responsabilizou o ex-governador pelo início de um processo de flexibilização das regras ambientais em Minas Gerais.
“O Pimentel foi quem começou a abrir a porta para escancarar o desmonte da legislação ambiental em Minas Gerais. Deixemos muito claro isso”, declarou.
Duda critica estratégia da esquerda nas eleições de Minas
Além das críticas ao ex-governador, Duda avaliou que os partidos de esquerda cometeram erros na articulação política para as eleições estaduais de 2026.
Segundo ela, um dos principais equívocos foi a demora para definir uma candidatura ao governo de Minas, enquanto parte do campo político aguardava uma possível participação do senador Rodrigo Pacheco.
“Mas o erro que a esquerda fez foi ficar refém do tal Rodrigo Pacheco, que nem é um quadro de esquerda. Demorar para lançar uma candidatura, ficou buscando nomes, convidando, recebendo negativas e aí chamar o Patrus”, criticou.
A deputada se referiu ao ex-ministro Patrus Ananias (PT), que disputou o governo mineiro nas eleições deste ano.
Apesar de questionar a estratégia eleitoral, Duda elogiou a trajetória política de Patrus e afirmou que ele merece reconhecimento independentemente das divergências ideológicas.
“O Patrus é um patrimônio da política, independentemente do ponto de vista ideológico. O Patrus tem que ser respeitado, igual o Lula. A pessoa pode ser contra o Lula, criticar, isso é do jogo, mas o cara tirou o Brasil da miséria duas vezes”, declarou.
A parlamentar também destacou as políticas educacionais dos governos petistas e defendeu que realizações administrativas sejam reconhecidas mesmo por adversários políticos.
Deputada defende antecipar articulações para eleição em BH
Ao comentar os próximos passos da esquerda, Duda afirmou que os partidos precisam evitar a repetição dos erros cometidos na disputa estadual.
Segundo a deputada, a construção de uma candidatura à Prefeitura de Belo Horizonte deve começar com antecedência e envolver discussões sobre os principais problemas da capital mineira.
“O erro foi esperar. Então, aqui para a prefeitura, nós temos que começar a articular, construir, discutir BH e fazer um programa”, afirmou.
Para Duda, a pluralidade da esquerda permite avaliações diferentes sobre governos e lideranças do próprio campo político. A parlamentar ressaltou que não fala em nome do PT e defendeu uma discussão mais ampla sobre os projetos eleitorais para Minas Gerais e Belo Horizonte.