O presidente do Paraguai, Santiago Peña, não conseguiu ampliar o prazo para se defender no processo de impeachment que enfrenta no Congresso. Nesta sexta-feira (6/11), o Senado votou contra a solicitação de adiamento apresentada pelo chefe do Executivo. A proposta recebeu 39 votos contrários, três favoráveis e duas abstenções.
A defesa de Peña queria mais 72 horas para examinar as acusações antes de se manifestar aos parlamentares. Durante a sessão, o advogado do presidente também contestou a legalidade do processo e defendeu que os congressistas analisassem a carta de renúncia encaminhada na quinta-feira (5).
A tentativa de deixar o cargo ocorreu em meio às repercussões do colapso do banco digital ueno. O encerramento das operações da instituição comprometeu o acesso de mais de um terço dos paraguaios às próprias contas. Peña é acusado de omissão diante da crise, que provocou desgaste político e a perda de apoio entre integrantes de sua base.
Mesmo com a manifestação de Peña pela saída da Presidência, o processo de impeachment avançou no Legislativo. Isso porque a renúncia precisa passar pelo Congresso para produzir efeitos, enquanto o julgamento político segue seu próprio trâmite.
Após a votação que negou o prazo adicional, o Senado deve dar prosseguimento à sessão nesta sexta-feira. Ainda não foi informado quando os parlamentares decidirão sobre a permanência de Peña no cargo.
