O ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais Jarbas Soares Júnior oficializa nesta terça-feira (31/3) sua saída do Ministério Público de Minas Gerais. O desembarque dá sinais claros de que Jarbas deve ingressar na disputa eleitoral de 2026.
A movimentação ganhou força nas redes sociais. Nessa segunda-feira (30/3), Jarbas publicou uma foto ao lado do senador Rodrigo Pacheco, com quem almoçou em Brasília, o que foi interpretado como um indicativo de possível filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), de Geraldo Alckmin.
A adesão de Pacheco ao PSB também pode ser anunciada nos próximos dias, e é vista como uma saída para a construção de uma chapa de Lula em Minas Gerais.
Nesta terça, Jarbas divulgou uma imagem produzida por inteligência artificial anunciando o desligamento do Ministério Público.
Em contato com a Rede 98, ex-procurador confirmou o processo de saída, mas evitou detalhar os próximos passos na política. “Hoje estou tratando do desligamento do MP. Amanhã falamos sobre política”, afirmou.
Aproximação com legendas
Em fevereiro, Jarbas participou de um encontro com o presidente estadual do Cidadania, o prefeito de Nova Lima João Marcelo Dieguez. À época, a filiação de Pacheco ao partido era tida como certa, e era vista como estratégica para a formação de um palanque da legenda em Minas.
O procurador também recebeu convites similares de legendas como o PSD e o União.
Três décadas no MP
A exoneração ocorre após mais de três décadas de atuação no Ministério Público mineiro. Natural de Montes Claros, no Norte de Minas, Jarbas se formou em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais em 1989 e ingressou no MPMG no ano seguinte.
Ao longo da carreira, atuou como promotor em diversas comarcas do estado, como Januária, Manga, Ouro Preto, Mariana e Itabirito, antes de se estabelecer em Belo Horizonte.
Na capital, teve atuação destacada nas áreas de meio ambiente, patrimônio cultural e patrimônio público. Também ocupou cargos relevantes em conselhos ambientais, como o Conselho de Política Ambiental de Minas Gerais (Copam) e o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
Promovido a procurador de Justiça em 2001, foi escolhido procurador-geral de Justiça para o biênio 2005-2006, sendo reconduzido para mais um mandato entre 2007 e 2008. Além da carreira no Ministério Público, também atuou como professor convidado nas áreas de Direito Ambiental e Eleitoral.
