O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu neste sábado (7/3) 12 líderes latino-americanos em Doral, na Flórida, e anunciou a formação de uma aliança composta por 17 países com o objetivo de combater cartéis de narcotráfico no continente. Brasil e México ficaram de fora da lista.
Ao discursar para os governantes presentes, o republicano afirmou que o acordo prevê o uso de força militar para enfrentar as organizações criminosas. “O espírito do nosso pacto é o compromisso de empregar força militar letal para eliminar esses cartéis perversos e suas redes terroristas. Vamos acabar com eles de uma vez por todas”, disse Trump.
Segundo o presidente norte-americano, a iniciativa busca responder às principais preocupações de segurança dos Estados Unidos na região. “No fim das contas, tudo gira em torno das ameaças que a região representa para a segurança americana: migração e crime organizado”, afirmou.
De acordo com a agenda da Casa Branca, Lula não foi convidado para o evento. O governo brasileiro tem adotado posição crítica diante das ações militares dos Estados Unidos no Oriente Médio.
Entretanto, conforme informações do jornal O Globo, fontes oficiais afirmaram que, mesmo se tivesse sido convidado, Lula não participaria do compromisso.
A reunião integra a estratégia de política externa que Trump vem apresentando como uma releitura da Doutrina Monroe. Com essa abordagem, o presidente defende uma atuação mais direta de Estados Unidos nas Américas, com o objetivo de proteger interesses de Washington, reforçar a segurança do país e limitar o avanço de potências como a China na região.
