O governo de Minas definiu o modelo de privatização da Copasa. A proposta prevê que o processo seja feito por meio de uma oferta secundária de ações, ou seja, com a venda dos papéis que hoje pertencem ao governo do estado. A informação consta em documento enviado à companhia.
Atualmente, o governo mineiro detém 50,03% das ações da Copasa. Pela proposta, os recursos obtidos com a venda dessa participação seriam usados para abater a dívida de Minas com a União. Não está prevista a emissão de novas ações pela empresa nesse modelo.
O texto também abre a possibilidade de o Estado vender toda a sua fatia na companhia. Caso surja um investidor estratégico interessado, o governo pode manter até 5% das ações e firmar um acordo que garanta alguns poderes de veto. Esse investidor estratégico poderá adquirir até 30% do capital da empresa, com chance de ampliar a participação dentro da oferta.
A proposta ainda precisa ser aprovada em assembleia geral de acionistas da Copasa. A expectativa é de que a privatização da companhia termine em março, com movimentação de pelo menos R$ 10 bilhões.
