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Quem é Nunes Marques, ministro que comandará o TSE nas eleições de 2026

Por Igor Teixeira Rede 98
30/06/2026 17:03 Atualizado há 3 horas
(Foto: Luiz Roberto/TSE)

O ministro Kassio Nunes Marques está à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde 12 de maio de 2026 e comandará toda a organização e o julgamento das principais ações relacionadas às eleições deste ano. Indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o magistrado chega ao comando da Corte Eleitoral em um cenário de forte judicialização da política, com processos envolvendo governadores, parlamentares e candidatos à Presidência.

A expectativa é de que sua gestão seja marcada por uma postura de menor intervenção da Justiça Eleitoral nas disputas políticas, característica observada em decisões recentes no TSE e no STF.

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Quem é Kassio Nunes Marques

Natural de Teresina (PI), Kassio Nunes Marques é formado em Direito pela Universidade Federal do Piauí e possui doutorado em Direito Constitucional pela Universidade de Salamanca, na Espanha.

Antes de chegar ao STF, foi desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), nomeado em 2011 durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Em 2020, foi indicado ao Supremo por Jair Bolsonaro e aprovado pelo Senado Federal. Desde então, consolidou um perfil considerado mais garantista e frequentemente alinhado à defesa de menor interferência do Judiciário em temas políticos e eleitorais.

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Decisões recentes reforçam perfil garantista

A atuação de Nunes Marques no STF também ajuda a desenhar o perfil que tende a imprimir à Justiça Eleitoral.

Em julgamentos envolvendo liberdade de expressão, responsabilização das plataformas digitais e processos contra agentes políticos, o ministro frequentemente adotou posições mais restritivas quanto à atuação do Poder Judiciário. Em 2026, por exemplo, votou contra a inelegibilidade do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), entendendo que não havia provas suficientes para caracterizar abuso de poder político e econômico.

Também ficou entre a minoria do Supremo ao defender a manutenção das regras atuais de responsabilização das redes sociais por conteúdos publicados por usuários.

Presidente do TSE conduzirá eleições sob novas regras para inteligência artificial

Embora tenha assumido a presidência em maio, Nunes Marques participou da elaboração das resoluções eleitorais aprovadas pelo TSE para o pleito de 2026.

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As normas ampliaram o combate ao uso irregular de inteligência artificial nas campanhas e estabeleceram regras para conteúdos sintéticos e manipulações digitais.

Entre os principais pontos estão:

  • Restrição à divulgação de conteúdos manipulados por inteligência artificial nas horas que antecedem e Sucedem a votação;
  • Ampliação da responsabilidade das plataformas digitais no cumprimento de determinações da Justiça Eleitoral;
  • Proibição expressa do uso de inteligência artificial para produzir conteúdos misóginos ou degradantes contra candidatas;
  • Criação de mecanismos para agilizar o cumprimento de decisões judiciais relacionadas à propaganda eleitoral.

Cenário político promete colocar presidência do TSE à prova

A gestão de Nunes Marques deve enfrentar um dos períodos mais sensíveis da Justiça Eleitoral nos últimos anos.

Além da organização das eleições gerais, o tribunal deverá analisar ações envolvendo propaganda eleitoral, abuso de poder político, uso de inteligência artificial nas campanhas e eventuais pedidos de inelegibilidade.

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Também caberá ao TSE julgar recursos relacionados às disputas estaduais e presidenciais, em um ambiente de elevada polarização política.

Esta coluna é assinada por Igor Teixeira e tem caráter analítico e opinativo. O texto não reflete o posicionamento do grupo.
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Igor Teixeira
Igor Teixeira
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de cidades e política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.