PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Receitas de canetas emagrecedoras serão retidas a partir desta segunda

Siga no

Medida visa proteger a saúde da população brasileira (Jefferson Rudy/Agência Senado)

Compartilhar matéria

A partir desta segunda-feira (23/6), farmácias e drogarias começam a reter receitas de medicamentos agonistas GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. 

A categoria inclui a semaglutida, a liraglutida, a dulaglutida, a exenatida, a tirzepatida e a lixisenatida.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A decisão por um controle mais rigoroso na prescrição e na dispensação desse tipo de medicamento foi tomada pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril e entrou em vigor 60 dias após a publicação no Diário Oficial da União.

Em nota, a agência informou que a medida tem como objetivo proteger a saúde da população brasileira, “especialmente porque foi observado um número elevado de eventos adversos relacionados ao uso desses medicamentos fora das indicações aprovadas pela Anvisa”.

A análise, segundo a agência, se baseou em dados de notificação do VigiMed, sistema disponibilizado pela Anvisa para que cidadãos, profissionais de saúde, detentores de registro de medicamentos e patrocinadores de estudos possam reportar suspeitas de eventos adversos relacionados a medicamentos e vacinas.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Em uma análise comparativa, o sistema de farmacovigilância, de acordo com a agência, sinalizou “muito mais eventos adversos relacionados ao uso fora das indicações aprovadas pela Anvisa no Brasil do que os dados globais”.

Ao apresentar seu voto, em abril, o diretor-presidente substituto da Anvisa, Rômison Rodrigues Mota, destacou que o incentivo ao uso de canetas emagrecedoras apenas com finalidade estética, acompanhado de promessas e depoimentos de rápida perda de peso e sem o devido acompanhamento médico, coloca em risco a saúde dos usuários:

“Estamos falando de medicamentos novos, cujo perfil de segurança a longo prazo ainda não é totalmente conhecido. Por isso, é fundamental o monitoramento e a vigilância. O uso sem avaliação, prescrição e acompanhamento por profissionais habilitados, de acordo com as indicações autorizadas, pode aumentar os riscos e os potenciais danos à saúde.”

Entenda

Com a decisão da diretoria colegiada da Anvisa, a prescrição de medicamentos agonistas GLP-1, incluindo Ozempic, Mounjaro e Wegovy, deve ser feita em duas vias, e a venda só pode ocorrer com a retenção da receita nas farmácias e drogarias, assim como acontece com antibióticos.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A validade das receitas será de até 90 dias a partir da data de emissão, período durante o qual poderão ser utilizadas pelo paciente.

Farmácias e drogarias, por sua vez, devem incluir, no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), a escrituração da movimentação de compra e venda dos medicamentos.

Segundo a agência, a decisão não altera o direito do profissional médico de prescrever os medicamentos para finalidades diferentes das descritas na bula.

A prática, conhecida como uso off label, ocorre quando o médico entende que, para determinado paciente, os benefícios do tratamento superam os riscos.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“É uma decisão tomada com responsabilidade pelo médico e sempre com o devido esclarecimento ao paciente, garantindo que ele esteja bem-informado sobre o procedimento”, destacou a Anvisa.

Uso indiscriminado

A retenção do receituário de canetas emagrecedoras já era defendida por entidades da área da saúde, incluindo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Sociedade Brasileira de Diabetes e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

Em nota aberta, as entidades citam que o uso indiscriminado desse tipo de medicamento gera preocupações quanto à saúde da população e ao acesso de pacientes que realmente necessitam desse tipo de tratamento.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“A venda de agonistas de GLP-1 sem receita médica, apesar de irregular, é frequente. A legislação vigente exige receita médica para a dispensação destes medicamentos, porém não a retenção da mesma pelas farmácias. Essa lacuna facilita o acesso indiscriminado e a automedicação, expondo indivíduos a riscos desnecessários”, destacou o documento.

Compartilhar matéria

Siga no

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Notícias

Instagram derruba perfis de MC Ryan SP e outros influenciadores após operação da PF

Marinha do Brasil estende prazo de inscrição para concurso de Fuzileiro Naval

Ex-presidente do BRB teria acertado propina de R$ 146 milhões, diz PF

Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Creditag; entenda o que acontece com a cooperativa

Turista britânica paga R$ 10 mil por churrasquinho e vendedor é preso em Copacabana

Quem é a coronel Glauce, primeira mulher a chefiar a PM de SP em 200 anos

Últimas notícias

Câmara de BH aprova multa de até R$ 20 mil para pichação

TCE autoriza início da desestatização da Copasa com restrições

Minas Gerais abre mais de 35 mil empresas no primeiro trimestre de 2026

Câmara de BH rejeita criação do Dia de Combate à Cultura Incel

Atlético x Juventud-URU: acompanhe AO VIVO na Rede 98!

Minas Trend supera público esperado e reforça caminhos da moda com foco em comportamento, negócios e sustentabilidade

Atlético x Juventud-URU: Galo tem desfalque de última hora para a partida

Artilheiro da base, Cauã Soares será titular em Atlético x Juventud-URU; veja escalação

Meia admite fase ruim no Cruzeiro, mas projeta evolução com Artur Jorge