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Tarifaço de Trump pode custar até 187 mil empregos em Minas, aponta Fiemg

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Foto: CNI / Reprodução

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Minas Gerais pode perder até 187 mil empregos formais e informais no longo prazo devido ao “tarifaço” de Donald Trump ao Brasil. A diminuição geraria uma redução no rendimento das famílias de até R$ 3,16 bilhões, de acordo com um estudo feito pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG).

Na análise, a Fiemg considera como “longo prazo” um espaço de cinco a dez anos, enquanto o curto prazo engloba um espaço de um a dois anos. No curto prazo, o impacto na geração de emprego seria de até 58 mil postos a menos, com uma redução no rendimento das famílias de até R$ 982 milhões.

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Além disso, de acordo com o estudo publicado nesta segunda-feira (21), o PIB mineiro pode sofrer um impacto no curto prazo de até R$ 6,7 bilhões (0,6%). A perda total pode chegar a R$ 21,5 bilhões (2%) no longo prazo.

Minas é o terceiro maior exportador do Brasil

Atualmente, Minas Gerais é o terceiro maior estado exportador para os EUA. Em 2024, o estado movimentou cerca de US$ 4,62 bilhões em exportações para o país, correspondendo a 11,4% do total nacional. Já em 2025, até o momento, o estado acumula um total de US$ 2,48 bilhões em exportações.

A região central do estado é a responsável pela maior parte das exportações, com 31,8% do total de Minas. Sendo assim, Belo Horizonte e Sete Lagoas seriam diretamente impactadas, já que as duas correspondem a 71,3% do valor exportado pela região.

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Brasil pode perder R$ 175 bilhões

No âmbito nacional, o impacto em relação aos empregos pode gerar a diminuição de 1,3 milhão de postos de trabalho no longo prazo, com uma queda na renda das famílias de R$ 24 bilhões. Já no período imediato, o déficit pode ser de 538 mil postos formais e informais, reduzindo em R$ 6,5 bilhões a renda familiar.

Além disso, as perdas estimadas para o Brasil podem alcançar até R$ 175 bilhões no longo prazo, com retração de 1,49% no PIB.

Vale lembrar que, um dos motivos que Donald Trump apresentou para justificar a taxação foi a da “balança comercial desfavorável” ao país norte-americano. O estudo da Fiemg, por outro lado, mostra números opostos. Isso porque, segundo a pesquisa, apesar do crescimento nas trocas comerciais na última década, o Brasil esteve constantemente em déficit.

“Apesar do crescimento nas exportações, o Brasil manteve saldos comerciais negativos em todos os anos analisados. O maior déficit ocorreu em 2022, de US$ 13,9 bilhões, impulsionado por um salto expressivo nas importações. Em contraste, 2024 apresentou o menor déficit do período analisado, de US$ 300 milhões. Em 2025, já acumula um déficit de US$ 1,7 bilhão”, diz o estudo.

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Guilherme Alves

Jornalista formado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Atualmente repórter da Rede 98, CNN Esportes e Versus Esporte. Produtor na CazéTV. Colunista do Portal 1921. Com passagens por TV Band Minas e Rádio Transamérica.

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