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Brasil pode registrar 78 mil novos casos de câncer de mama por ano até 2028

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Igor Teixeira

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Segundo a Dra. Edite de Fátima, do Hospital da Baleia, a mamografia de rastreamento deve ser realizada anualmente a partir dos 40 anos. ( Foto: Divulgação)

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O câncer de mama continua sendo um dos tumores mais frequentes entre mulheres no Brasil. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deve registrar cerca de 78,6 mil novos casos da doença por ano no triênio entre 2026 e 2028.

O número integra a projeção nacional para novos diagnósticos da doença no período. Já a estimativa de 781 mil casos anuais corresponde ao total de todos os tipos de câncer previstos no Brasil.

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Apesar da alta incidência, especialistas afirmam que as chances de cura do câncer de mama ultrapassam 90% quando o diagnóstico ocorre precocemente.

Mamografia segue como principal ferramenta de prevenção

Coordenadora do serviço de mastologia do Hospital da Baleia, a mastologista Dra. Edite de Fátima reforça que a mamografia segue sendo o principal exame para identificação precoce da doença.

“A melhor forma de prevenção é a realização do exame e, diante de qualquer alteração nas mamas, procurar orientação médica. A idade recomendada para rastreamento do câncer continua sendo a partir dos 40 anos”, afirma.

Segundo a especialista, embora a maior incidência da doença esteja entre mulheres de 40 a 60 anos, os casos em pacientes mais jovens têm se tornado mais frequentes.

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Casos em mulheres jovens preocupam especialistas

De acordo com Dra. Edite, diagnósticos em mulheres abaixo dos 30 anos costumam apresentar comportamento mais agressivo.

Ela alerta ainda que mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou alterações genéticas devem iniciar o acompanhamento preventivo antes da idade tradicionalmente recomendada.

Hospital da Baleia realiza reconstrução mamária pelo SUS

Além do tratamento oncológico, o Hospital da Baleia também realiza mutirões de reconstrução mamária pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Coordenador da cirurgia plástica da instituição, o médico Bruno Figueiredo afirma que o procedimento tem impacto importante na recuperação emocional das pacientes após a mastectomia.

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“Trata-se de uma perda física que gera impacto emocional. O objetivo é que essas mulheres restituam a percepção do corpo, se sintam confiantes novamente e se vejam melhor no espelho e no dia a dia”, afirma.

Segundo ele, o acolhimento humanizado é parte fundamental do tratamento.

Mulheres trans também devem fazer acompanhamento

A equipe médica também chama atenção para a necessidade de acompanhamento preventivo em mulheres trans que realizam terapia hormonal.

Segundo Dra. Edite, o uso contínuo de hormônios estimula o tecido mamário e pode aumentar o risco para câncer de mama.

Um estudo da University Medical Center, de Amsterdã, apontou que mulheres trans em tratamento hormonal têm até 47 vezes mais chances de desenvolver a doença do que homens cisgêneros.

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Para a especialista, transfobia e desinformação ainda dificultam o acesso à prevenção e ao diagnóstico precoce.

Atendimento multidisciplinar é destaque

O Hospital da Baleia destaca que o tratamento do câncer de mama envolve atuação integrada de diferentes especialidades médicas e profissionais de saúde.

A instituição atende pacientes pelo SUS e é referência em média e alta complexidade em Minas Gerais, especialmente nas áreas de oncologia e saúde da mulher.

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Igor Teixeira

Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de cidades e política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.

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