A morte do ator James Van Der Beek, aos 48 anos, em decorrência de um câncer colorretal, gerou uma onda de conscientização sobre exames preventivos. O impacto da perda do protagonista de Dawson’s Creek foi reforçado nesta quinta-feira (19/2) pelo relato da atriz Christy Carlson Romano, 41, que revelou ter buscado diagnóstico de um câncer de pele em estágio inicial após ser influenciada pela trajetória de Van Der Beek.
Romano utilizou suas redes sociais para detalhar que a consulta com seu dermatologista foi motivada pelo alerta público deixado pelo ator. A atriz afirmou que o caso de Van Der Beek serviu como um “lembrete vital” para não ignorar exames de rotina. No Brasil, especialistas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que o diagnóstico precoce é o fator determinante para o sucesso do tratamento, com índices de cura que atingem 90% em casos detectados precocemente.
O câncer colorretal, que vitimou Van Der Beek, é o segundo tipo mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, atrás apenas das neoplasias de próstata e mama, respectivamente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o rastreamento comece aos 45 anos para a população geral, mas casos como o do ator e o relato de Christy Carlson Romano pautam a necessidade de atenção a sintomas em pacientes mais jovens.
A repercussão dos dois casos nas plataformas digitais mantém o foco na medicina preventiva neste primeiro bimestre de 2026. O engajamento em torno do tema reflete como figuras públicas influenciam o comportamento de busca por assistência médica e a quebra de tabus sobre exames invasivos, como a colonoscopia.
