Uma nova subvariante da Covid-19 tem chamado a atenção de cientistas em todo o mundo. Conhecida como “Cicada”, a linhagem BA.3.2 já foi identificada em pelo menos 23 países e apresenta um número elevado de mutações.
Apesar disso, especialistas indicam que não há, até o momento, sinais de aumento na gravidade da doença ou nas taxas de hospitalização.
Por que a variante preocupa
O principal ponto de atenção está na quantidade de mutações. A BA.3.2 reúne mais de 70 alterações na proteína spike, estrutura que o vírus usa para invadir as células humanas.
Esse tipo de mudança pode favorecer o chamado escape imunológico, ou seja, aumentar a chance de infecção mesmo em pessoas vacinadas ou que já tiveram Covid.
Ainda assim, esse comportamento já é esperado na evolução do vírus.
Vacinas continuam protegendo contra casos graves
Mesmo com as mutações, as vacinas seguem eficazes na prevenção de quadros graves, hospitalizações e mortes.
Especialistas destacam que os imunizantes não precisam acompanhar exatamente cada nova subvariante para manter essa proteção.
A tendência é que a doença continue com comportamento semelhante ao de outros vírus respiratórios, como a gripe.
Sintomas não mudaram
Até agora, não há registro de sintomas diferentes em relação às variantes mais recentes.
Os sinais continuam sendo:
febre, dor de garganta, tosse, cansaço e congestão nasal, podendo incluir sintomas gastrointestinais em alguns casos.
Variante ainda não foi detectada no Brasil
Segundo os dados mais recentes, não há confirmação da presença da subvariante BA.3.2 no Brasil.
Ainda assim, especialistas consideram provável que a circulação ocorra em algum momento, devido à disseminação global já observada.
Recomendação segue a mesma
A orientação das autoridades de saúde é manter as medidas básicas de prevenção, principalmente entre grupos de risco.
A vacinação continua sendo a principal estratégia para evitar casos graves da doença.
