A farmacêutica Novo Nordisk anunciou a criação de um programa que vai oferecer o medicamento Wegovy (semaglutida injetável) a pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como parte de um projeto de acompanhamento clínico voltado ao tratamento da obesidade grave.
A iniciativa será realizada em centros públicos de saúde e terá duração de dois anos.
Programa será implementado em três centros públicos
Segundo a empresa, o programa será implantado inicialmente em três unidades da rede pública.
Entre os locais confirmados estão:
- Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS)
- Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), no Rio de Janeiro
Um terceiro município ainda será definido.
Os pacientes incluídos no programa serão aqueles já acompanhados por essas unidades de saúde.
Cada instituição ficará responsável por estabelecer critérios próprios de elegibilidade, de acordo com protocolos clínicos e realidade local.
Objetivo é gerar dados sobre tratamento da obesidade
De acordo com a Novo Nordisk, a iniciativa busca produzir dados clínicos sobre o uso da semaglutida no tratamento da obesidade grave em pacientes da rede pública.
O Wegovy é um medicamento injetável utilizado para controle do peso corporal, atuando na regulação do apetite e do metabolismo.
A substância ativa do medicamento é a semaglutida, também presente em remédios utilizados no tratamento do diabetes.
SUS ainda não oferece medicamentos para obesidade
Atualmente, não há medicamentos disponíveis no SUS para o tratamento da obesidade.
Em 2024, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) analisou a possibilidade de incluir medicamentos à base de semaglutida e liraglutida no sistema público.
Na ocasião, a comissão recomendou não incorporar os tratamentos.
Alto custo foi principal barreira
Durante a análise realizada pelo Ministério da Saúde, o custo foi apontado como o principal obstáculo para a inclusão dessas terapias na rede pública.
Segundo estimativas apresentadas na avaliação da Conitec, o gasto para atender pacientes com medicamentos desse tipo poderia chegar a R$ 4,1 bilhões em cinco anos.
Em cenários de tratamento contínuo, o valor poderia alcançar até R$ 6 bilhões no mesmo período.
