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Vale fecha parceria com Mercado Central e abre mão de estampar marca no nome: ‘retorno às origens’

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Vale compra naming rights do Mercado Central de BH até 2029, mas abre mão de marca no nome para preservar tradição do patrimônio. (Foto: Divulgação/Mercado Central)

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O Mercado Central de Belo Horizonte e a mineradora Vale fecharam um acordo estratégico de patrocínio que injetará recursos em melhorias estruturais no tradicional centro de compras até 2029. O contrato envolve a concessão de naming rights, mas a companhia optou por não estampar sua marca no complexo para preservar a identidade original do espaço. O anúncio oficial detalha melhorias na rede elétrica, reformas térmicas e a revitalização de áreas internas para preparar o ícone mineiro rumo ao seu centenário.

A aproximação faz parte de uma mudança na postura institucional da mineradora após as tragédias humanitárias e ambientais recentes no estado de Minas Gerais. O gerente de comunicação da empresa, Frederico Alberti, explicou que a direção busca ouvir mais as comunidades e participar ativamente da vida cultural e social da capital. A companhia, portanto, escolheu o Mercado Central justamente por considerá-lo o ambiente mais democrático da cidade e um patrimônio umbilical dos mineiros.

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“A gente não quer ocupar os espaços como Vale. A gente entende, a gente já sabia que o mercado pleiteava esse retorno a suas origens, buscando aí o seu centenário. Então é muito natural para Vale na escuta e no entendimento do que é bom para o mercado, o que é bom para a população, também é bom para Vale”, explicou Frederico Alberti.

Estrutura centenária e descarte de ampliação

A diretoria do Mercado Central celebrou a sensibilidade do investidor e descartou qualquer plano para a expansão física de lojas ou do estacionamento do prédio nos próximos anos. O presidente do mercado, Geraldo Campos, argumentou que o fluxo de 15 milhões de visitantes por ano exige foco total na modernização da segurança e no bem-estar. A administração atual prioriza a reforma do refeitório dos funcionários e a readequação elétrica para suportar o uso moderno de ar-condicionado nas lojas.

“O prédio atual é um prédio de 1970 aproximadamente, é um prédio que demanda muito investimento para manter segurança, bem-estar, para que as pessoas possam frequentar o mercado com prazer e ter uma experiência agradável. Você imagina o desgaste de uma construção com 70 anos com um fluxo de quase 15 milhões de pessoas por ano”, afirmou Geraldo Campos.

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Por fim, os gestores lembraram que o local funciona de forma ininterrupta nas 24 horas do dia, o que acelera o desgaste natural das instalações. A pintura especial do telhado, responsável pelo isolamento acústico e térmico do complexo, atingirá o prazo de validade em breve e precisará de nova manutenção. A parceria visa a garantir fôlego financeiro para que o mercado inicie, em 12 de dezembro deste ano, a contagem oficial de mil dias para as comemorações do seu centenário.

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Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

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