Em sua primeira manifestação à imprensa após a confirmação de sua eleição para o Senado por Minas Gerais, Marília Campos (PT) defendeu a construção de um “grande pacto por Minas Gerais” para enfrentar a dívida do estado com a União. A declaração foi feita durante coletiva na porta de sua casa, em Contagem, na qual a petista também falou sobre diálogo entre diferentes forças políticas, sua atuação no Senado e o cenário eleitoral nacional.
“Na minha opinião, essa é a principal tarefa hoje: nós temos que fazer um grande pacto por Minas Gerais, um grande pacto para a gente solucionar o problema da dívida do estado com a União”, afirmou.
Marília destacou a necessidade de medidas adicionais ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) para reduzir o valor principal da dívida mineira. Segundo ela, pretende atuar para viabilizar a solução do que classificou como um grande desafio para o estado.
“Eu quero ser uma pessoa que vou atuar muito para a gente viabilizar esse grande desafio”, declarou.
A senadora eleita também reafirmou sua disposição de manter o diálogo com governos de diferentes orientações partidárias. Ao comentar a relação com o governo estadual, disse que aguardará a postura do governador e defendeu uma atuação pautada pela interlocução institucional.
“A minha postura é a que eu sempre tive, de ser ponte, de ser porta-voz, de me relacionar com os governos, independente da coloração partidária. Isso é uma questão de respeitar o eleitor, de respeitar Minas Gerais”, afirmou.
Diálogo entre diferentes forças políticas
Marília disse que pretende levar ao Senado a mesma postura que, segundo ela, adotou durante os mandatos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e à frente da Prefeitura de Contagem. Para a petista, as diferenças ideológicas não devem impedir a construção de canais de diálogo.
“Eu sou uma pessoa que dialogo com todos os segmentos, especialmente aqueles segmentos que são civilizados. E é com essa postura que eu seguirei no Senado”, declarou.
Ela também ressaltou que a disposição para conversar com representantes de diferentes correntes políticas não significa abrir mão de suas posições. “O fato de você ter esquerda, direita, não significa que não tenha a ter que ter o diálogo”, disse.
Marília classifica vitória como parcial e cita Lula
Ao comentar o resultado eleitoral, a senadora eleita afirmou que considera a conquista parcial enquanto não houver a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ela, a disputa nacional continua sendo uma prioridade.
“É uma vitória parcial. A vitória será total se a gente conseguir reeleger o presidente Lula”, afirmou.
Marília informou que viajaria a Brasília no dia seguinte à coletiva para conversar com o candidato petista e buscar formas de fortalecer a campanha presidencial.
“Estarei em Brasília amanhã, conversando com o nosso candidato para potencializar a sua campanha”, declarou.
Disputa foi tensa até a apuração final
A petista também comentou a expectativa durante a apuração dos votos e reconheceu que o resultado foi apertado. Ela afirmou que esperou até os últimos instantes para comemorar a eleição.
“Foi tensa, apesar que eu consigo ter tranquilidade, né? Mas esperei até os últimos instantes para poder comemorar, porque tava muito apertado”, disse.
Com a eleição, Marília Campos afirma que pretende concentrar sua atuação no Senado no diálogo institucional e na busca de soluções para os desafios de Minas Gerais, com destaque para a renegociação da dívida estadual com a União.