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“Sangre, dolor y alento”: Fotógrafo de BH flagra torcedora do Racing em grade e foto viraliza

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Yuri Laurindo/Divulgação

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A paixão pelo futebol é um sentimento que, por vezes, foge da compreensão humana. O torcedor que é fiel a seu time é capaz de fazer loucuras impensáveis e desafiar até os próprios limites. Uma cena registrada pelo fotógrafo mineiro Yuri Laurindo, na última semana, consegue transmitir um pouco desse sentimento. 

Intitulada “Sangre, dolor y alento”, a imagem mostra a torcedora Marianela Cagni pendurada em uma grade com arames farpados para ver mais de perto a classificação do Racing diante do Corinthians para a final da Copa Sul-Americana. Na foto, a jovem aparece com as pernas feridas, com os olhos marejados e com um grito na garganta diante do feito do time do coração.

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“Quando eu vi a menina pendurada na grade, minha primeira reação foi de ver aquela cena e continuar olhando para ela, admirar o que estava acontecendo. Eu sabia que eu estava diante de uma coisa que não era normal, não acontecia sempre”, disse Laurindo. 

Yuri esteve na Argentina e, além da partida entre Racing e Corinthians, também cobriu os duelos entre River Plate e Atlético pela Libertadores, e Lanús e Cruzeiro, pela Sul-Americana.

O fotógrafo diz gostar muito de futebol Sul-Americano e da forma com que os torcedores apaixonados vivenciam o futebol. Por isso, para ele aquele momento foi mais do que especial. 

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“Vi aquilo, entrei em êxtase, perdi um pouco o foco e até demorei para tirar a foto. Fiquei um tempo imóvel (…) Surreal é a palavra, não dá para explicar a sensação. Tudo que eu mais queria era tentar mostrar para as outras pessoas o que eu tinha sentido”, relembra o profissional.

Depois da repercussão, Yuri teve a oportunidade de conversar com Marianela e conhecer um pouco mais da história de amor dela pelo Racing. 

“Eu achei muito incrível quando ela falou sobre os desafios de ser uma mulher torcedora e como isso intensifica os diferentes julgamentos. Tinha que vir de uma mulher essa representação. Uma imagem tão icônica tinha que ter uma personagem igualmente icônica”, declarou.

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