Preencha os campos abaixo para iniciar a conversa no WhatsApp

Peça um Rock
Anuncie Aqui
  • Ao vivo
  • Eleições 2026
  • BH e região
  • Atlético
  • Cruzeiro
  • Economia
  • Política
  • Colunistas
  • 98 Segundos
  • Promo Os Players
  • Plateia 98
  • Assine a Update
  • Ao vivo
  • Eleições 2026
  • BH e região
  • Atlético
  • Cruzeiro
  • Economia
  • Política
  • Colunistas
  • 98 Segundos
  • Promo Os Players
  • Plateia 98
  • Assine a Update
  • Ao vivo
  • Ao vivo
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

A carne ficou mais cara nos EUA e o vilão não é o frigorífico

Por

Izak Carlos

Izak Carlos
  • 10/11/2025
  • 11:54

Siga no

(Abiec/Divulgação)

(Abiec/Divulgação)

Compartilhar matéria

A inflação é quase sempre a face mais visível e mais dolorosa das decisões econômicas. Quando os governos erram a mão em suas políticas, seja nas tarifas, nos gastos ou na emissão de moeda, é no preço do supermercado que o resultado aparece primeiro. A inflação é, em última instância, a materialização de todas as decisões econômicas, públicas e privadas. É por meio dela que o cidadão comum sente o peso das escolhas dos governos.

E é exatamente o que está acontecendo agora nos Estados Unidos. Após resultados eleitorais locais abaixo do esperado e uma queda nos índices de aprovação, o presidente Donald Trump decidiu reagir apontando culpados. Ordenou uma investigação contra os grandes frigoríficos estrangeiros, acusando-os de supostamente manipular preços e inflar artificialmente o valor da carne bovina no mercado americano.

O discurso é político e populista. Ao insinuar que há conluio entre as grandes processadoras de carne, o governo tenta deslocar a responsabilidade pelos preços altos para fora da própria política econômica. Mas a verdade é mais simples e mais incômoda. Não há evidências de monopólio nem de manipulação ilegal de preços.

O que existe é o efeito direto das tarifas de importação impostas pelo próprio governo norte-americano sobre carnes e produtos agropecuários vindos de grandes produtores globais como o Brasil e a Austrália. O raciocínio é básico: quando se cria uma barreira comercial, o produto importado fica artificialmente mais caro. Com as tarifas, os Estados Unidos reduziram a entrada de carnes estrangeiras, diminuindo a oferta interna e pressionando os preços para cima.

Do outro lado, os produtores americanos, protegidos da concorrência, puderam vender mais no mercado doméstico e a preços maiores. Só que a produção local não é suficiente para suprir toda a demanda do país. Resultado: escassez relativa e aumento de preços. Segundo os dados oficiais mais recentes, os preços de carne bovina e de vitela nos Estados Unidos subiram quase 15% no ano até setembro.

E como o mercado global de proteína é interconectado, essa pressão também se espalhou para fora, encarecendo carnes em outros países. Os exportadores que antes vendiam para os Estados Unidos redirecionaram parte da produção a outros mercados, e o restante foi reduzido, provocando uma elevação generalizada dos preços internacionais. Em resumo, a causa do problema não está nos frigoríficos, mas nas próprias decisões do governo.

Ao taxar produtos importados para proteger o produtor local, o governo americano criou um desequilíbrio artificial entre oferta e demanda. O efeito colateral — e previsível — é a inflação. E, na tentativa de remediar, agora procura vilões externos, em vez de corrigir a origem do problema. Em economia, não existe alquimia. Quando o governo tenta proteger setores da concorrência estrangeira, transfere o custo dessa proteção para o consumidor, que paga mais caro.

Tarifas, subsídios e barreiras comerciais não criam prosperidade. Apenas redistribuem perdas, penalizando quem consome e distorcendo o funcionamento do mercado. O caminho para reduzir preços não passa por mais intervenção, mas por menos barreiras e mais liberdade de comércio. Só o livre funcionamento dos mercados é capaz de equilibrar preços de forma duradoura. As distorções já começam a aparecer em vários setores da economia americana.

E essa é apenas a primeira conta a vencer. A inflação, como sempre, cobra o preço das decisões políticas tomadas no calor da hora.

Compartilhar matéria

Gostou desta notícia?

→ Comece seus dias sempre atualizado com o que rola de relevante nos negócios, economia e tecnologia em Minas Gerais, no Brasil e no Mundo.

98 News

Siga no

Izak Carlos

Izak Carlos

É economista-chefe do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Formado em economia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com MBA em Gestão Financeira pela Fundação Getúlio Vargas, mestrado e doutorado em economia aplicada pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), já atuou como economista, especialista e consultor econômico da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). Izak também é sócio-diretor da Axion Macrofinance e Especialista do Instituto Millenium.

Webstories

A história do jogo de Campeonato Mineiro que Ronaldo Fenômeno nunca esqueceu

Cinco ‘podrões’ imperdíveis na Grande BH

Mais de Entretenimento

Mais de 98 News

A banca sempre vence, a celebridade ajuda a vender a aposta

IPCA de junho fica no radar do mercado nesta sexta

Entender tecnologia virou habilidade essencial

Mercado do boi recua com menor demanda da China

Liderança exige adaptação, não só previsibilidade

Terras no Paraguai atraem investidores do agro brasileiro

Últimas notícias

Projeto que cria programa de combate à cristofobia pode ser votado na Câmara de BH

América confirma venda do meio-campo Yago Santos para o Athletic

Corinthians entra na briga por Wesley e Cruzeiro toma decisão

Move Brasil: governo adia crédito para motoboys e entregadores para 27 de julho

Com ‘ajuda’ de goleiro, Espanha vence a Bélgica e se classifica para a semifinal da Copa

Represa rompe na China e fuga de quase mil cobras mobiliza equipes de resgate

Cassação de Lucas Ganem é arquivada na Câmara de BH

Flávio Bolsonaro defende Valdemar Costa Neto e critica atuação ‘de forma seletiva’ da PF

FIFA abre cadastro para interessados em ingressos da Copa do Mundo Feminina de 2027

  • Notícias
  • Auto
  • BH e Região
  • Brasil
  • Carreira
  • Meio Ambiente
  • Mercado
  • Minas Gerais
  • Mundo
  • Política
  • Tecnologia
  • Esportes
  • América
  • Atlético
  • Cruzeiro
  • Futebol em Minas
  • Futebol no Brasil
  • Futebol no Mundo
  • Mais Esportes
  • Seleção Brasileira
  • Entretenimento
  • Agenda
  • Cinema, TV e Séries
  • Famosos
  • Nas Redes
  • Humor
  • Música
  • Programas 98
  • Rock Insônia
  • No Fundo do Baú
  • Central 98
  • 98 Esportes
  • Buenos Días
  • 98 Futebol Clube
  • Ricardo Amado
  • Catimba 98
  • Graffite
  • Barba, Cabelo e Bigode
  • Preleção
  • Jornada Esportiva
  • Giro na Gringa
  • Os Players
  • Matula
  • Buteco
  • Cadeira Cativa
  • Tudo Menos Futebol
  • Redes Sociais 98
  • @rede98oficial
  • @rede98oficial
  • /rede98oficial
  • @98live
  • @98liveesportes
  • @98liveshow
  • @rede98oficial
  • Redes Sociais 98 News
  • @98newsoficial
  • @98newsoficial
  • /98newsoficial
  • @98newsoficial
  • /98-news-oficial

Baixe Nosso Aplicativo

Siga a Rede 98 no

  • Ao Vivo na 98
  • Contato
  • Anuncie na 98
  • Termos de Uso e Política de Privacidade

Rede 98 © 2021-2025 • Todos os direitos reservados

Avenida Nossa Senhora do Carmo, 99, Sion - 30.330-000 - Belo Horizonte/MG

  • Ao vivo
  • Plateia 98
  • Assine a Update
  • Promo Os Players
  • Notícias
  • Eleições 2026
  • BH e região
  • Brasil
  • Economia
  • Colunistas
  • 98 Segundos
  • Custo Brasil
  • Meio Ambiente
  • Mercado Automotivo
  • Mundo
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Esportes
  • América
  • Atlético
  • Cruzeiro
  • Futebol no Mundo
  • Mais Esportes
  • Olimpíadas
  • Seleção Brasileira
  • Entretenimento
  • Agenda
  • Famosos
  • Gastronomia
  • Humor
  • Música
  • Redes