Com a conclusão da privatização da Copasa na B3, a companhia entra agora em uma nova etapa marcada pela reorganização da governança, ampliação de investimentos e aceleração de projetos voltados à universalização do saneamento em Minas Gerais. Encerrada a operação financeira, o foco passa a ser o cumprimento das metas previstas pelo marco legal do setor e a expansão do acesso à água tratada e à coleta e tratamento de esgoto.
A partir da liquidação financeira da operação, o Governo de Minas Gerais deixa de ser o acionista controlador da empresa, enquanto a Equatorial assume a posição de principal acionista. A mudança abre caminho para a implementação de uma nova estrutura de gestão e para a definição das estratégias que irão nortear os investimentos da companhia nos próximos anos.
Entre as prioridades está a ampliação da cobertura dos serviços de saneamento em municípios mineiros, com obras voltadas à expansão das redes de abastecimento de água e de esgotamento sanitário. A expectativa é que a empresa tenha mais agilidade para captar recursos e executar projetos necessários para atender às exigências do novo marco legal do saneamento.
Outro passo previsto é a integração da nova estrutura de governança corporativa, com a participação dos novos acionistas na definição das diretrizes estratégicas da companhia. A expectativa do mercado e do governo é que essa nova configuração permita acelerar decisões e aumentar a capacidade de investimento da empresa.
A universalização do saneamento é considerada o principal objetivo da nova fase da Copasa. As metas nacionais preveem a ampliação do acesso à água potável e ao tratamento de esgoto para a maior parte da população até 2033. Para alcançar esses índices, a companhia deverá ampliar investimentos em infraestrutura, modernizar operações e expandir sua atuação em diferentes regiões do estado.