O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, anunciou que vai se licenciar do cargo para se colocar à disposição das eleições de 2026. Filiado ao PL, partido do senador Flávio Bolsonaro, o nome do dirigente empresarial passou a ser cogitado na disputa pelo Governo de Minas, embora ainda não haja confirmação de candidatura.
Em conversa com a imprensa, Roscoe afastou a possibilidade de concorrer a cargos no Legislativo e sinalizou que sua eventual participação na política passa pela área executiva. Segundo ele, a experiência acumulada na iniciativa privada e na condução da Fiemg o credencia para atuar na gestão pública.
“Não ventilo hoje nada legislativo. Onde eu acho que posso contribuir mais é justamente no âmbito da gestão, de pensar de maneira inovadora”, afirmou.
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Roscoe também fez críticas ao modelo atual de atuação do Estado, ao destacar que o governo não tem conseguido entregar serviços públicos de qualidade. Para ele, há um descompasso entre carga tributária e retorno à população.
“O governo hoje está no centro do problema, porque não é eficiente e não presta um serviço público de qualidade. O Brasil é um país de nível de desenvolvimento médio, com impostos de primeiro mundo e serviços públicos de terceiro”, disse.
Possíveis alianças
Apesar de ter o nome ventilado como possível candidato ao Executivo estadual, Roscoe evitou antecipar cenários ou citar possíveis parceiros políticos. Questionado sobre uma eventual composição como vice em chapas que poderiam envolver nomes como Cleitinho Azevedo ou Mateus Simões, ele afirmou que só consideraria essa hipótese caso houvesse alinhamento completo com o projeto de governo.
Filiação ao PL
A escolha pelo PL, partido identificado com a direita, também foi tema da conversa com jornalistas. Roscoe justificou a decisão como parte de um alinhamento com sua visão de gestão e de papel do Estado, embora não tenha detalhado estratégias eleitorais.
À frente da Fiemg desde 2018, Roscoe está no último ano do mandato. Caso não confirme candidatura em 2026, ele deve retornar ao comando da entidade após o período eleitoral.
