PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Simples Nacional e os entendimentos recentes do STJ

Siga no

(Foto: Marcello Casal jr / Agência Brasil)

Compartilhar matéria

O Superior Tribunal de Justiça divulgou recentemente novos enunciados da série Jurisprudência em Teses relacionados ao regime do Simples Nacional. Esse material reúne entendimentos consolidados a partir de decisões reiteradas da Corte, organizando a interpretação do tribunal sobre determinados temas jurídicos. No caso do Simples Nacional, os enunciados abordam aspectos relevantes do regime tributário diferenciado aplicado às microempresas e empresas de pequeno porte, especialmente em relação a encargos trabalhistas e às condições de permanência no sistema.

Entre os pontos destacados está a interpretação do artigo 13 da Lei Complementar nº 123, norma que instituiu o Simples Nacional. O dispositivo estabelece quais tributos e contribuições estão abrangidos pelo regime unificado de arrecadação. O entendimento consolidado pelo STJ esclarece que determinadas obrigações, embora relacionadas à atividade empresarial, não são absorvidas pelo sistema simplificado, permanecendo sujeitas à cobrança fora do regime do Simples.

Nesse contexto, a jurisprudência tem reafirmado que contribuições relacionadas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não integram o recolhimento unificado do Simples Nacional. O FGTS possui natureza jurídica própria e disciplina normativa específica, o que faz com que sua exigência continue sendo realizada de forma autônoma, independentemente da opção da empresa pelo regime simplificado. Assim, eventuais cobranças, multas ou encargos vinculados ao FGTS seguem regras distintas das aplicáveis aos tributos abrangidos pelo sistema.

Outro ponto tratado diz respeito às hipóteses de exclusão do Simples Nacional. A Lei Complementar nº 123 estabelece diversas situações em que a empresa pode ser impedida de ingressar ou permanecer no regime. Entre elas está a ausência de alvará de localização e funcionamento, documento exigido pela legislação municipal para o exercício regular da atividade empresarial.

As decisões analisadas pelo STJ indicam que a falta desse tipo de licença administrativa pode fundamentar a exclusão da empresa do Simples Nacional, uma vez que o regime pressupõe o exercício regular da atividade econômica. A regularidade cadastral e administrativa perante os entes públicos passa a ser, portanto, condição relevante para a manutenção do enquadramento no sistema tributário diferenciado.

A consolidação desses entendimentos pelo tribunal contribui para uniformizar a interpretação das normas que regem o Simples Nacional. A organização das decisões em enunciados facilita a compreensão da jurisprudência e oferece maior previsibilidade na aplicação das regras do regime, tanto para empresas quanto para profissionais que atuam na área tributária.

Compartilhar matéria

Siga no

Gustavo Figueiroa

Consultor Jurídico na área de Infraestrutura, concessões de serviços públicos e na estruturação jurídica de negócios privados. Graduado e Mestre em Direito. Professor em cursos de Graduação e Pós-Graduação.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de 98 News

Luto no jornalismo político: Baptista moldou os bastidores do Poder e deixou a sua marca em Minas

Em Minas os partidos procuram candidatos e perdem o rumo

Fala do Fed derruba bolsas e mexe com juros

Projeto da Times Square de BH divide especialistas

Haiti: o rival do Brasil que venceu Napoleão

Vale inaugura planta de mineração com IA em MG

Últimas notícias

Cruzeiro anuncia a contratação do lateral-esquerdo Gabriel Rojas

18 de junho o dia do Químico: o profissional que transforma o invisível em progresso

5 destinos com águas termais no Brasil

Monte Verde, o melhor destino de inverno do Brasil

Sementes de abacate que iriam para o lixo em bar de BH viram árvores nas ruas da cidade

Anel Rodoviário será ‘repaginado’, diz Damião ao anunciar ações ambientais em BH

Cemig melhora indicadores de qualidade mesmo diante de período chuvoso marcado por eventos extremos em Minas

Justiça aceita denúncia e torna Deolane Bezerra e Marcola réus por suposta ligação com o PCC

AMR projeta parcerias no interior de MG e detalha alta nos custos de reabilitação infantil