O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Partido Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou neste sábado (16/5), em Belo Horizonte, que considera superada a crise com o senador Flávio Bolsonaro. Durante evento partidário na capital mineira, Zema disse que mantém as críticas feitas ao parlamentar, mas ressaltou que o episódio já está encerrado e que não houve ruptura política entre os dois.
“Eu fui duro porque fiquei muito decepcionado, mas agi de acordo com os meus princípios e valores e, para mim, é página virada”, declarou.
A reação de Zema ocorreu após a divulgação de um áudio em que Flávio Bolsonaro cobra recursos do banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, o governador classificou a atitude do senador como “imperdoável” e como um “tapa na cara dos brasileiros”.
Aliança no segundo turno
Apesar das críticas ao filho do ex-presidente, Zema afirmou que continua respeitando Jair Bolsonaro e lembrou que atuou em favor da candidatura do ex-chefe do Executivo no segundo turno das eleições de 2022 em Minas Gerais.
“Sempre respeitei muito o presidente Bolsonaro, inclusive atuei ativamente no segundo turno dele em 2022 no estado de Minas Gerais. Mas esse fato me decepcionou, e eu agi de acordo com os meus princípios e valores. Eu prezo transparência”, afirmou.
O ex-governador destacou que o episódio não altera o cenário político entre os pré-candidatos da direita e projetou união em uma eventual segunda rodada da disputa presidencial.
“Não houve nenhuma ruptura. Houve uma manifestação dura da minha parte, porque fiquei decepcionado, mas o cenário continua o mesmo. Tenho certeza de que, no segundo turno, estaremos todos juntos contra a esquerda e contra o PT”, disse.
Denúncia da PGR
Romeu Zema também comentou a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra ele por suposta calúnia ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.
A acusação está relacionada a publicações feitas pelo governador nas redes sociais com críticas aos chamados “intocáveis” da República.
“Estou muito confiante de que a Justiça vai prevalecer. Nós continuaremos questionando atitudes que consideramos extremamente suspeitas em relação a fatos que ocorrem no Supremo”, afirmou.
Zema classificou a iniciativa da PGR como uma tentativa de represália. “Vejo isso como uma tentativa de retaliar”, concluiu.
