PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Artemig: fiscalização eficaz ou mais burocracia em Minas?

Siga no

IMAGEM ILUSTRATIVA (Mario Chrispin/Agência Minas)

Compartilhar matéria

A criação da Agência de Regulação dos Transportes de Minas Gerais (ARTEMIG), sancionada pelo governador Romeu Zema, surge em meio ao debate acirrado sobre a gestão das rodovias estaduais. Inspirada nos moldes das agências reguladoras federais, como a ANTT, a ARTEMIG promete fiscalizar concessões rodoviárias em Minas e regular o setor. Mas qual será o impacto dessa agência para o Estado e os consumidores?

A promessa de fiscalização sem custos adicionais

Segundo o Governo de Minas Gerais, a ARTEMIG não acarretará despesas adicionais aos cofres públicos, prevendo o aproveitamento de recursos humanos e financeiros já disponíveis em órgãos como a Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) e a Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG). A estrutura da agência será composta majoritariamente por servidores efetivos, com 75% dos cargos de confiança reservados para esses profissionais.

Desafios e experiências passadas

A ARTEMIG enfrentará o desafio de transformar promessas em benefícios reais para os usuários das estradas, especialmente com a instalação de praças de pedágio contestadas pela população. A experiência com outras agências reguladoras no Brasil, como a ANTT e a ANEEL, mostra a necessidade de uma fiscalização independente e transparente, voltada para a proteção dos cidadãos.

Privatização de rodovias: benefícios e desafios

A privatização de rodovias, quando feita com planejamento e fiscalização criteriosa, pode trazer benefícios, como demonstrado pelo exemplo de São Paulo em trafegabilidade e segurança. Minas Gerais precisará demonstrar que a ARTEMIG é um verdadeiro avanço para o setor rodoviário, cumprindo seu papel na melhoria da fiscalização das rodovias estaduais.

O secretário de Infraestrutura, Pedro Bruno, ouvido pela 98 disse que a sanção da lei é resultado, de uma tramitação e de um diálogo profundo com a Assembleia Legislativa, pela aprovação do projeto em segundo turno por unanimidade.

De acordo com Bruno: “A agência vai regular e gerir os contratos de infraestrutura do estado de Minas Gerais”. Ele ressaltou ainda a necessidade sempre assegurando olhar do usuário, o zelo pela melhor prestação do serviço público para os mineiros que utilizam esses transportes.

Para ele: “A agência nasce com autonomia, com as melhores práticas nacionais e internacionais, com uma diretoria capacitada, autonomia técnica, autonomia decisória, isso é muito importante para fortalecer ainda mais o nosso ecossistema de atração de investimento”.

Compartilhar matéria

Siga no

Paulo Leite

Sociólogo e jornalista. Colunista dos programas Central 98 e 98 Talks. Apresentador do programa Café com Leite.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de 98

O fim das senhas já começou. Desta vez, é para valer

Talvez não sejamos tão bons quanto pensávamos

Michelle saiu do cargo, mas quem perdeu espaço foi Flávio

A experiência de conhecer um Club Med no Brasil

O PL mineiro entre a prudência pública e a confusão dos bastidores

Adeus, Internet

Últimas notícias

Goleiro Léo Aragão está de volta ao Cruzeiro

Supermercados BH fecha patrocínio de um ano com clube baiano

TJMG derruba decisão e mantém suspensão das escolas cívico-militares em Minas

Mudanças no Ensino à Distância acendem alerta sobre formação de professores e universitários no Brasil

Guilherme Parede é anunciado como novo atacante do América

Lula e Petro conversam por telefone sobre relação bilateral e transição de governo na Colômbia

Mineirão utiliza tecnologia do impedimento semiautomático em jogo da CBF

Câmara de BH renova acordo com MPMG para agilizar apuração de ameaças contra vereadores

Justiça da Colômbia confisca casa de ex-goleiro Higuita por ligação com o cartel de Pablo Escobar