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(IMAGEM ILUSTRATIVA/TRT/Divulgação)

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Você já percebeu como os processos contra empresas vêm crescendo? Em 2024, a Justiça do Trabalho registrou mais de 2,1 milhões de novas ações, um aumento de 14% em relação ao ano anterior — o maior número desde a reforma trabalhista de 2017. Esse volume gerou uma despesa de R$ 48,7 bilhões em sentenças, um salto de 18%.

Esse aumento não se deve apenas à precarização dos contratos ou à alta rotatividade, mas também a um problema estrutural. O acesso ao benefício da justiça gratuita sofreu mudanças significativas. Desde 2021, uma simples declaração de pobreza passou a garantir esse direito. Assim, mesmo que o trabalhador perca a ação, ele não tem custos processuais. Esse mecanismo cria risco moral, incentivando a judicialização sem a devida avaliação de mérito ou custo.

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A facilidade impacta diretamente o direito de propriedade e a segurança jurídica. Empresas são obrigadas a responder a processos que muitas vezes não têm fundamento sólido, elevando gastos com defesa, afastando investimentos e prejudicando a previsibilidade. Além disso, gera pressão para o pagamento de acordos, mesmo sem a certeza de obrigação.

Outro agravante é a lentidão da Justiça do Trabalho, que faz com que processos se arrastem por anos. A falta de efetividade na moderação das decisões sobrecarrega empreendedores que, ao invés de investir e gerar empregos, acabam acuados por ações judiciais constantes.

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Em economia, não existe alquimia. Facilitar o acesso à justiça é essencial, mas sem critérios e responsabilidade isso se transforma em desequilíbrio.

O caminho passa por aumentar a eficiência da Justiça, discutir mecanismos que exijam maior fundamentação dos processos e estimular acordos seguros, capazes de equilibrar direitos com responsabilidades e garantir o respeito à propriedade.

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Izak Carlos

É economista-chefe do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Formado em economia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com MBA em Gestão Financeira pela Fundação Getúlio Vargas, mestrado e doutorado em economia aplicada pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), já atuou como economista, especialista e consultor econômico da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). Izak também é sócio-diretor da Axion Macrofinance e Especialista do Instituto Millenium.

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