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Modo de fazer do Queijo Minas é patrimônio imaterial da Unesco e fortalece o turismo mineiro

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Queijo Minas (Foto: João Renato Faria)

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O início do mês de dezembro foi marcante e emblemático para a cultura e o turismo de Minas Gerais. Detentora de quatro títulos de Patrimônios da Humanidade – Cidade Histórica de Ouro Preto, Centro Histórico de Diamantina, Santuário do Bom Jesus do Matozinhos em Congonhas e Conjunto Moderno da Pampulha, “Os modos de fazer o Queijo Minas Artesanal (QMA)” foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade reconhecido pela UNESCO durante a 19º Sessão do Comitê para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial, realizada no dia 04 de dezembro em Assunção, capital do Paraguai. Isso significa dizer que dos 24 Patrimônios da Humanidade presentes no Brasil, em 17 estados diferentes, Minas Gerais é o único estado com cinco títulos: é PENTA!

E o que seria “os modos de fazer o Queijo Minas Artesanal”?

O Queijo Minas Artesanal é o resultado de um saber, de um modo de fazer tradicional que segue os mesmos princípios desde a sua origem que se deu no processo de colonização empreendido a partir do século XVI por Portugal. Nas regiões produtoras, os modos de fazer do Queijo Minas Artesanal são relativamente semelhantes, com pequenas adaptações relacionadas ao meio ambiente e as condições geográficas e biológicas, definindo assim as características singulares dos produtores. O Queijo Minas Artesanal é composto por apenas quatro ingredientes: leite cru, coalho, pingo e sal.

O que é o pingo?

O pingo é a alma do queijo. O nome vem do verbo pingar e essa técnica surge do soro do leite que se desprende do queijo e pinga em outro recipiente, durante o processo de produção. O pingo é o fermento lácteo natural desenvolvido ao longo dos tempos que confere ao queijo características microbiológicas específicas, condicionadas ao tipo de solo, clima e vegetação de cada lugar. É nesse fermento que se aglutina todo o conjunto de bactérias lácticas sendo o responsável pelo padrão de consistência, cor e sabor específico de cada produto.

Quais são as regiões produtoras do “Queijo Minas Artesanal”?

As 10 regiões produtoras do Queijo Minas Artesanal:

1. Canastra

2. Serra do Salitre

3. Cerrado

4. Araxá

5. Triângulo Mineiro

6. Diamantina

7. Serro

8. Entre Serras da Piedade ao Caraça

9. Campos das Vertentes

10. Serras da Ibitipoca

Qual a importância desse título para o turismo de Minas Gerais”?

– Valorização do Queijo Minas Artesanal enquanto produto de destaque em nível internacional, conectando a gastronomia mineira dentro desse processo;

– Atração de turistas para as regiões produtoras, com possibilidade de impulsionamento de outros produtos locais, como cafés, cachaça e vinhos

– Oportunidade de criação de roteiros turísticos e atividades de turismo de experiência nas fazendas produtoras de QMA

O #SeLigaNaTrip da Rede 98 foi convidado pela SECULT-MG para participar da Press Trip dos jornalistas de turismo do Brasil pelas regiões produtoras de Queijo Minas Artesanal. O nosso roteiro passou por três regiões: Cerrado, Serra do Salitre e Araxá.

Se você quiser conferir o roteiro que eu fiz, acesse o Instagram [@seliganatrip.oficial] e veja no destaque “Press Trip”. Feliz Natal e até o nosso próximo destino!

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Cristiano Lopes

Turismólogo e jornalista. Colunista de turismo da Rede 98. Apresentador do #SeLigaNaTrip no Central 98 e do Giro do Turismo na 98 News. Atua no mercado turístico há mais de 30 anos.

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