Com o avanço das doenças respiratórias e o aumento da procura por atendimento médico em Belo Horizonte, os preços das vacinas também chamam atenção. Um levantamento do site MercadoMineiro apontou que alguns imunizantes podem custar até R$ 1.790 em clínicas particulares e drogarias da Região Metropolitana da capital.
A pesquisa, realizada entre os dias 5 e 8 de maio de 2026, mostrou ainda que a diferença de preços entre estabelecimentos ultrapassa 300% em alguns casos. A maior variação foi registrada na vacina Pneumo 23, encontrada entre R$ 69,89 e R$ 290.
Segundo o levantamento, hospitais e unidades de saúde já registram aumento expressivo na procura por atendimentos, principalmente infantis, com crescimento de cerca de 40% na demanda pediátrica durante o período mais frio do ano.
A vacina mais cara encontrada na pesquisa foi a Abrysvo, com preços entre R$ 1.190 e R$ 1.790, uma diferença de 50,42% entre as clínicas pesquisadas. Essa vacina é indicada para prevenir doenças respiratórias graves causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em adultos acima de 60 anos e em bebês por meio da vacinação materna entre 24-36 semanas de gestação.
Já a vacina Arexvy (DTRI), também indicada para prevenir doenças do trato respiratório inferior (DTRI) causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório, registrou a maior alta percentual média, subindo 10,01%, com o preço médio saltando de R$ 1.413,02 para R$ 1.554,43.
Outras vacinas
Outras vacinas também apresentaram grandes oscilações. A vacina contra Febre Amarela foi encontrada entre R$ 119,99 e R$ 245, enquanto a HPV Quadrivalente variou de R$ 350 a R$ 690. Já a vacina contra Dengue teve preços entre R$ 339,32 e R$ 537.
A Hepatite B Infantil apresentou diferença de 100,03%, custando entre R$ 64,99 e R$ 130. A Hepatite A Infantil variou de R$ 98,99 a R$ 190, e a Hepatite A+B Adulto foi encontrada entre R$ 180 e R$ 340.
Na comparação com maio de 2025, algumas vacinas ficaram mais caras em 2026. A Arexvy teve alta média de 10,01%, enquanto a vacina contra Dengue subiu 2,92%.
Especialistas reforçam a importância de manter o cartão de vacinação atualizado neste período de maior circulação de vírus respiratórios e aumento da lotação nas unidades de saúde. A pesquisa completa está disponível no site MercadoMineiro.
