O deputado federal Mário Frias se manifestou nesta quarta-feira (14/5) após a divulgação de áudios pelo portal The Intercept Brasil que revelam negociações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro para captação de recursos destinados ao filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em nota divulgada nas redes sociais, Frias, que atua como produtor executivo do longa, negou qualquer participação societária de Flávio Bolsonaro no projeto. Segundo ele, o senador apenas autorizou o uso da imagem da família e ajudou a atrair investidores interessados no filme.
O ex-secretário também rebateu especulações sobre a participação financeira de Daniel Vorcaro na produção. Frias afirmou que não há recursos do banqueiro no projeto e ressaltou que, mesmo se houvesse, a relação seria privada e sem utilização de dinheiro público.
Na declaração, o deputado classificou “Dark Horse” como uma “superprodução em padrão hollywoodiano”, financiada integralmente com capital privado. Ele destacou ainda a participação do ator Jim Caviezel e do diretor Cyrus Nowrasteh, afirmando que o longa será lançado nos próximos meses.
Frias também acusou críticos do projeto de promoverem ataques com motivação política e ideológica para descredibilizar a produção diante da opinião pública, investidores e parceiros do setor audiovisual.
Por fim, o parlamentar citou sua passagem pela Secretaria Especial da Cultura durante o governo Bolsonaro e afirmou ter deixado o cargo “com as mãos limpas”. Na nota, ele contestou insinuações sobre irregularidades envolvendo valores ligados ao filme.
Os áudios divulgados pelo Intercept mostram Flávio Bolsonaro relatando dificuldades financeiras da produção e cobrando apoio para quitar parcelas atrasadas. Em um dos trechos, o senador afirma que integrantes da equipe estavam preocupados com pagamentos pendentes, incluindo o ator principal e o diretor do longa.
As gravações também mencionam a situação do Banco Master, instituição ligada a Daniel Vorcaro. Em mensagens obtidas pelo portal, Flávio teria enviado apoio ao banqueiro pouco antes da prisão dele, ocorrida em novembro de 2025, em investigação sobre supostas fraudes envolvendo o banco.
