Resumo
A Polícia Civil investiga grupo suspeito de fraudar energia elétrica no Norte de Minas;
A operação mira crimes em Espinosa e Mamonas e bloqueou cerca de R$ 1 milhão;
Ex-parlamentar é apontado como possível líder do esquema;
A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou, nessa quinta-feira (14/5), a segunda fase da Operação Padrão, que investiga uma organização criminosa suspeita de fraudar o fornecimento de energia elétrica, lavar dinheiro, comprar votos e manipular processos licitatórios em Espinosa e Mamonas, no Norte do estado.
Nesta etapa, a Justiça autorizou medidas patrimoniais contra os investigados, incluindo bloqueio de contas bancárias, sequestro de veículos e imóveis. O valor bloqueado chega a aproximadamente R$ 1 milhão.
O que foi apreendido na operação?
Entre os bens arrecadados estão caminhonetes, caminhões, motocicletas, automóveis, um sítio e um terreno em condomínio de alto padrão.
Também foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em imóveis residenciais e comerciais. Nos endereços, os policiais encontraram documentos, cheques e outros materiais que devem ajudar no avanço das investigações.
Como funcionava o esquema?
Segundo a investigação, o grupo atuava em instalações clandestinas de redes elétricas, sem seguir normas técnicas de segurança.
A Polícia Civil apura o uso de materiais de origem duvidosa, padrões supostamente desviados e documentos falsificados para viabilizar as ligações irregulares.
Além do prejuízo financeiro, a prática também colocava a população em risco, já que instalações sem controle técnico podem causar acidentes e danos à rede elétrica.
Ex-parlamentar é investigado
Entre os alvos está um ex-parlamentar de um dos municípios, apontado como possível líder do esquema.
A investigação também mira três pessoas suspeitas de atuarem como laranjas e três empresas que teriam sido usadas para movimentar e ocultar dinheiro obtido por meio das práticas ilícitas.
Polícia apura ameaças e intimidação
Durante a apuração, a Polícia Civil também identificou relatos de intimidação contra pessoas envolvidas na regularização das instalações junto à concessionária responsável pelo abastecimento de energia.
Há suspeita de que funcionários tenham sido coagidos, o que passou a fazer parte da investigação.
Segundo o delegado Eujecio Coutrim Lima Filho, a nova fase busca atingir a base financeira do grupo.
“As medidas desta fase têm o objetivo de desarticular a estrutura financeira do grupo, assegurar a efetividade da persecução criminal e viabilizar a conclusão desta etapa das apurações”, afirmou.
Lavagem de dinheiro também é investigada
A Polícia Civil apura indícios de ocultação de patrimônio por meio de empresas registradas em nome de terceiros.
Também há suspeita de uso indevido de veículos pertencentes a associações comunitárias em benefício de empresas ligadas ao principal investigado.
A operação teve apoio de policiais civis do 11º Departamento de Polícia Civil e da Delegacia Regional em Janaúba.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer a extensão do esquema.
