O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, intensificou neste sábado (16/5), em Belo Horizonte, as críticas ao Supremo Tribunal Federal ao afirmar que a Corte tem contribuído para o agravamento das crises institucionais no país. Segundo ele, o tribunal atua como “um bombeiro que tem colocado gasolina na hora de apagar o incêndio”.
A declaração foi dada após Zema comentar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República por suposta calúnia contra o ministro Gilmar Mendes. A acusação está relacionada a publicações feitas pelo ex-governador nas redes sociais com críticas aos chamados “intocáveis” da República.
Ao abordar o tema, Zema afirmou que está confiante de que a Justiça irá prevalecer e disse que continuará questionando decisões do STF que, segundo ele, levantam suspeitas. “Nós continuaremos questionando atitudes que consideramos extremamente suspeitas em relação a fatos que ocorrem no Supremo”, afirmou.
Na sequência, o pré-candidato avaliou que o STF deixou de exercer o papel de poder moderador e passou a gerar instabilidade política. “O Supremo tem sido, ultimamente, diferente do passado, uma fonte de crises no Brasil. O passado Supremo era sempre um porto seguro, um poder moderador e, ultimamente, o Supremo tem sido um poder quase incendiário”, declarou.
O ex-governador também classificou a denúncia da PGR como uma tentativa de represália. “Vejo isso como uma tentativa de retaliar alguém que quer esclarecer e fazer o certo”, concluiu.
Críticas ao presidente do Senado
Na mesma entrevista, Zema também cobrou o avanço de pedidos de investigação que, segundo ele, estariam sem andamento no Senado Federal. Sem citar diretamente o nome do presidente da Casa, o ex-governador afirmou que o responsável por conduzir esses processos estaria impedindo o prosseguimento das apurações.
“O Senado precisa levar adiante um pedido de investigação que está parado, porque o presidente, ao que tudo indica, tem rabo preso”, declarou.
A presidência do Senado é ocupada atualmente por Davi Alcolumbre. Zema não apresentou detalhes sobre qual investigação se referia nem indicou quais fatos, em sua avaliação, justificariam o andamento do processo.
