O Atlético deu mais um passo na tentativa de reorganizar sua situação financeira, considerada delicada. O clube apresentou, ainda em abril, uma proposta à Câmara Nacional de Resolução e Disputas (CNRD) solicitando um plano coletivo de parcelamento de débitos. O pedido segue em análise e ainda aguarda parecer da entidade.
De acordo com apuração do colunista da Rede 98, Jorge Nicola, a dívida incluída no acordo gira em torno de R$ 43 milhões. Caso seja aprovado, o Galo terá uma condição considerada bastante favorável: em vez de quitar o valor no curto prazo, poderá alongar o pagamento por até oito anos, sem incidência de juros durante o período.
O clube, no entanto, convive com um cenário mais amplo de endividamento. Atualmente, o Atlético acumula cerca de R$ 144,5 milhões em parcelas atrasadas de negociações de jogadores, valores já vencidos e ainda não quitados. No balanço mais recente, o total de obrigações chega a R$ 429 milhões, considerando dívidas vencidas e compromissos ainda dentro do prazo. Em 2024, esse montante era de R$ 291 milhões.
O movimento na CNRD faz parte de uma estratégia mais ampla de reestruturação financeira conduzida pelos acionistas do clube. Rubens e Rafael Menin realizam um aporte de R$ 530 milhões, destinado exclusivamente ao pagamento de dívidas bancárias, em mais uma tentativa de reduzir a pressão sobre o fluxo de caixa alvinegro.
Com a nova injeção de recursos, a expectativa interna é de uma economia significativa, com redução estimada de cerca de R$ 21,5 milhões mensais em pagamentos de juros. O valor se aproxima do que o clube desembolsa mensalmente com a folha salarial do elenco principal.
