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Supermercado é condenado após gerente dizer que funcionária ‘levava ratos no cabelo’ em Minas Gerais

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Larissa Reis

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A gerente afirmava, na frente de outros funcionários, que a trabalhadora levava "ratos escondidos no cabelo" para dentro da empresa (IMAGEM ILUSTRATIVA: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

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Um supermercado de Araguari, no Triângulo Mineiro, foi condenado pela Justiça do Trabalho a indenizar uma ex-funcionária em R$ 5 mil por danos morais após uma gerente fazer comentários racistas no ambiente de trabalho. A decisão foi mantida pela Nona Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG) e não cabe mais recurso.

Segundo o processo, a gerente afirmava, na frente de outros funcionários, que a trabalhadora levava “ratos escondidos no cabelo” para dentro da empresa. O caso foi analisado pela 2ª Vara do Trabalho de Araguari e, posteriormente, confirmado em segunda instância.

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De acordo com o depoimento de uma testemunha, a funcionária ficou “muito chateada” com as falas e chegou a comunicar o episódio à empresa. Ainda assim, conforme registrado na decisão judicial, não houve comprovação de que o supermercado tenha tomado providências após a denúncia.

Ao votar pela manutenção da condenação, a desembargadora relatora Maria Stela Álvares da Silva Campos afirmou que a situação representou violação à dignidade da trabalhadora.

“A lesão à honra e à imagem da trabalhadora, decorrente da exposição a um ambiente aviltante e preconceituoso, configura o dano moral passível de reparação pecuniária”, destacou a magistrada.

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O colegiado considerou fatores como a gravidade da ofensa, o impacto causado à funcionária, a condição econômica das partes e o fato de o episódio ter sido isolado para definir o valor da indenização em R$ 5 mil.

Tanto a empresa quanto a trabalhadora recorreram da sentença, mas os desembargadores negaram os dois pedidos e mantiveram integralmente a decisão.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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