O Ministério da Saúde anunciou a adoção de um novo protocolo nacional para rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde (SUS), nessa quinta-feira (22/5). O Teste Imunoquímico Fecal (FIT, na sigla em inglês) passa a ser o exame de referência para homens e mulheres sem sintomas, com idade entre 50 e 75 anos.
Segundo a pasta, o exame tem sensibilidade entre 85% e 92% para identificar alterações que podem indicar pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino. A expectativa é ampliar o acesso à prevenção e ao diagnóstico precoce da doença.
O câncer colorretal é atualmente o segundo tipo mais frequente no Brasil, sem considerar os tumores de pele não melanoma. De acordo com estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deve registrar cerca de 53,8 mil novos casos por ano no triênio entre 2026 e 2028.
Como funciona o novo exame
O FIT é um exame de fezes que identifica pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu. Diferentemente dos métodos antigos, o teste utiliza anticorpos específicos para detectar sangue humano, o que aumenta a precisão do resultado.
O paciente recebe um kit para fazer a coleta em casa. Depois, o material é enviado para análise laboratorial. Caso o resultado seja positivo para sangue oculto, o paciente será encaminhado para exames complementares.
A colonoscopia segue como o principal exame para avaliação do intestino. O procedimento permite visualizar o cólon e o reto, além de retirar pólipos durante a análise, reduzindo o risco de evolução para câncer.
Vantagens do teste FIT
Entre os principais benefícios apontados pelo Ministério da Saúde estão:
- não exige preparo intestinal;
- dispensa dieta restritiva antes da coleta;
- pode ser feito com apenas uma amostra;
- é menos invasivo;
- tem maior adesão da população.
