A delegação da seleção da República Democrática do Congo precisará passar por um período de isolamento obrigatório de 21 dias na Bélgica antes de embarcar para os Estados Unidos para a disputa da Copa do Mundo de 2026. A medida foi confirmada pela Força-Tarefa da Casa Branca e visa mitigar riscos sanitários decorrentes de um surto de Ebola no país africano.
O surto, localizado no leste da República Democrática do Congo, apresenta números alarmantes para as autoridades de saúde. Até o momento, foram registradas 177 mortes e cerca de 750 casos suspeitos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cepa responsável é a Bundibugyo, para a qual ainda não existe vacina ou tratamento específico disponível, com previsão de solução apenas para os próximos dois meses.
A determinação exige que a equipe mantenha a integridade de sua bolha sanitária em território belga, onde já realiza treinamentos, até o dia 11 de junho, data prevista para a chegada em Houston. O governo dos Estados Unidos foi enfático ao declarar que o descumprimento do isolamento pode resultar no impedimento da entrada da delegação no país. O CDC também já impôs restrições a torcedores e viajantes que estiveram na RD Congo, Uganda e Sudão do Sul nos últimos 21 dias.
Monitoramento da Fifa e protocolos de segurança
A Fifa informou que monitora a situação de perto e mantém contato constante com a federação congolesa e autoridades sanitárias dos três países-sede (EUA, México e Canadá). O objetivo é garantir a segurança de todos os envolvidos no torneio.
No momento, a participação da seleção congolesa na competição não está sob risco de cancelamento. A equipe está sorteada no Grupo K, ao lado de Portugal, Colômbia e Uzbequistão. O cronograma prevê que a estreia da equipe ocorra em 17 de junho, em Houston, contra a seleção portuguesa. A evolução do quadro clínico no país africano e o cumprimento das normas de isolamento ditarão os próximos passos da delegação antes do início oficial da competição.
