O acidente que deixou oito mortos na BR-251, em Santa Cruz de Salinas, no Norte de Minas, aumentou a pressão de lideranças regionais pelo início das obras previstas para a rodovia. Após a tragédia registrada na manhã de domingo (24/5), a Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS) voltou a cobrar agilidade no processo de concessão da estrada e nas intervenções prometidas para o trecho.
A batida ocorreu no km 236 da BR-251 e envolveu um ônibus e uma carreta carregada com rodas de veículos. Após a colisão, os dois veículos pegaram fogo. Parte das vítimas morreu carbonizada ainda no local. Outras pessoas ficaram feridas e foram socorridas por equipes do Samu.
Em nota, a AMAMS afirmou que o acidente reacende o alerta sobre as condições da rodovia, considerada uma das mais perigosas do país. A entidade cobrou rapidez do Governo Federal e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para a assinatura do contrato de concessão da chamada “Rota das Gerais” e o começo das obras previstas para a BR-251.
O leilão da concessão foi realizado em março deste ano, na B3, em São Paulo, e teve a EcoRodovias como vencedora. O projeto prevê investimentos de mais de R$ 13 bilhões ao longo de 30 anos nas BRs-251 e 116.
Segundo a associação, a BR-251 possui intenso fluxo de veículos pesados e é uma ligação importante entre Minas Gerais, Bahia e estados do Nordeste. A entidade também destacou que a duplicação e modernização da estrada são reivindicações antigas da população do Norte de Minas.
No comunicado, o presidente da AMAMS e prefeito de São João da Lagoa, Ronaldo Soares Mota Dias, afirmou que os atrasos no andamento do processo aumentam os riscos para motoristas que trafegam pela rodovia.
“Cada dia de atraso representa mais risco para quem trafega pela estrada”, declarou.
A associação informou ainda que já havia alertado a ANTT, após o leilão da concessão, sobre a necessidade de acelerar os trâmites burocráticos para que as intervenções saiam do papel.
A reportagem demandou a ANTT sobre o cronograma para assinatura do contrato de concessão e o início das obras na BR-251, mas não havia recebido retorno até a publicação desta matéria.
