O Palácio dos Leilões realiza diariamente a venda de cerca de 600 itens, entre veículos e bens materiais, e reúne aproximadamente 6 mil participantes online em cada leilão. Os dados foram apresentados pelas representantes da empresa, Eliana Ferreira e Isabela Ferreira, durante entrevista à 98 News nesta quarta-feira (27/5).
Segundo Eliana Ferreira, a empresa, fundada em 1947, leiloa atualmente cerca de 300 veículos e outros 300 bens materiais por dia. “Hoje nós leiloamos 300 veículos por dia e 300 bens materiais também”, afirmou.
A expansão das plataformas digitais mudou a dinâmica do setor. De acordo com Isabela Ferreira, compradores de diferentes regiões do país conseguem participar simultaneamente dos leilões realizados em Minas Gerais. “Hoje a pessoa pode comprar do sofá da sua casa”, disse.
Ela também destacou o impacto econômico da atividade. “Hoje a gente gira a economia do país. Temos mais de 500 funcionários diretos, fora os indiretos, como transportadores”, afirmou.
Sobre o futuro do setor, Isabela afirmou que a tendência é ampliar os recursos tecnológicos, incluindo visitação virtual e interação em tempo real entre clientes e leiloeiros. “O mercado tecnológico está aí e crescendo cada dia mais”, declarou.
Digitalização
As representantes do Palácio dos Leilões afirmaram que a digitalização alterou o perfil do público dos leilões presenciais. O auditório da empresa, que possui mais de mil cadeiras, passou a receber menos participantes com o avanço das plataformas online.
“Elas já compram pela internet, por aplicativo”, afirmou Eliana Ferreira ao explicar que os leilões ocorrem de forma simultânea entre o presencial e o digital.
Empresa alerta consumidores sobre golpes
Durante a entrevista, Isabela Ferreira alertou para golpes envolvendo falsos leilões divulgados em redes sociais e aplicativos de mensagens. Segundo ela, consumidores devem verificar se o leiloeiro possui credenciamento na Junta Comercial antes de realizar qualquer pagamento.
“Leilão sempre sai a preço justo. Desconfie de preços muito baixos”, afirmou.
Ela também orientou compradores a evitarem negociações feitas diretamente por WhatsApp ou redes sociais. “Nenhum leiloeiro vai vender através de WhatsApp”, disse.
A executiva também orientou os consumidores a evitarem negociações fora das plataformas oficiais. “Nenhum leiloeiro vai vender através de WhatsApp”, declarou.
