A concessionária responsável pela BR-040 planeja ampliar os investimentos e se diz satisfeita após completar um ano à frente da operação da rodovia no trecho que liga Belo Horizonte a Goiás e ao Distrito Federal. A nova gestão assumiu o controle do corredor asfáltico após o consórcio anterior, o grupo Invepar (Via 040), desistir oficialmente do contrato de concessão devido a desequilíbrios financeiros. A atual operadora iniciou os trabalhos de revitalização da malha asfáltica e das praças de atendimento em junho de 2025.
O balanço positivo do primeiro ano de atividades reflete o cumprimento das metas iniciais de zeladoria viária estabelecidas com o Governo Federal. O CEO da Via Cristais, Túlio Abi-Saber, elogiou o modelo de governança e a parceria estratégica mantida com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e com o Ministério dos Transportes. O executivo garantiu que o projeto atual possui viabilidade técnica e financeira de longo prazo para as obras de duplicação.
“A ANTT e o Ministério dos Transportes fazem um trabalho incrível em termos de qualidade. Estamos muito satisfeitos com a concessão e a performance, o que nos coloca ainda mais responsabilidade para fazer uma boa entrega”, celebrou o CEO Túlio Abi-Saber. Ele ressaltou que as ferramentas modernas de fiscalização do setor de transportes conferem segurança jurídica para a atração de grandes investidores internacionais e fundos de financiamento institucional.
Ano peculiar: alta do petróleo e taxa de juros
O cenário macroeconômico atual exigiu um planejamento financeiro rigoroso da companhia para mitigar os impactos das crises externas no fluxo de caixa. O custo para recuperar o asfalto em rodovias, portanto, subiu consideravelmente devido à valorização do petróleo no mercado internacional, provocando uma alta imediata de mais de 30% nos insumos básicos para pavimentação. A manutenção prolongada da taxa de juros elevada no mercado interno também reduziu a perspectiva de melhora rápida do ambiente de crédito nacional.
Abi-Saber chamou a atenção para a peculiaridade do período econômico atual, mas ponderou que o marco regulatório brasileiro de concessões oferece mecanismos eficientes para lidar com as instabilidades internacionais. Por fim, eventos imprevisíveis como os reflexos dos recentes conflitos armados na região do Irã, encontram amparo em cláusulas contratuais de reequilíbrio financeiro junto ao órgão regulador federal. A estratégia de governança corporativa busca blindar o cronograma de obras contra os choques de preços externos.
