O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo Romeu Zema voltou a defender castração química para agressores de mulheres no Brasil. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Zema afirma que a prática seria para que o agressor nunca mais “esqueça o que fez”.
Essa não é a primeira vez que o ex-governador fala sobre o assunto. Em entrevista à emissora Band, Zema sugeriu a punição ainda no mês passado. O vídeo do político, publicado na última segunda-feira (6/7), foi feito na orla da praia de Iracema, em Fortaleza, no Ceará.
“Homem que ameaçar mulher vai usar tornozeleira e quem bater em mulher vai mofar (sic.) na cadeia”, falou, em vídeo. Romeu Zema ainda criticou políticos de esquerda e o Supremo Tribunal Federal (STF), o qual se referiu com “intocáveis”, apontando que eles seriam os culpados pela impunidade de agressores de mulheres no Brasil.
Dados do feminicídio
Em 2025, o Brasil registrou 1.568 vítimas de feminicídio, o maior número da série histórica. Minas Gerais foi o segundo estado com mais vítimas, atrás somente de São Paulo. Segundo o Anuário de Segurança Pública, desde o primeiro ano do governo Zema, o número de feminicídios teve crescimento de 2019 até 2023. Saiu de 144 mortes para 183 em 2023. No ano seguinte, a gestão Zema teve sua primeira redução para 163 mortes compiladas.
Atualmente a lei de feminicídio varia de 20 a 40 anos, e em vídeo, Zema afirma que, se for eleito, o crime teria pena mínima de 30 anos.
Endosso de outros políticos de direita
A suposta castração química de agressores de mulheres é tema que já foi endossado por outros políticos durante campanhas eleitorais. O ex-presidente Jair Bolsonaro defendeu a punição em sua primeira campanha. Seus filhos Flávio e Eduardo também falaram sobre o tema, assim como outros políticos do PL e do NOVO, como Capitão Alberto Neto, Ricardo Salles (Novo) e Magno Malta.