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‘Shopping de dopamina’: sites transformam compras fictícias em alternativa para conter o impulso de consumir

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Larissa Reis

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Os chamados "shoppings de dopamina" partem da ideia de que boa parte da satisfação provocada pelas compras acontece antes mesmo do pagamento (Reprodução)

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Uma nova tendência inspirada em um conceito popular na Coreia do Sul tem chamado a atenção nas redes sociais ao propor uma forma inusitada de lidar com o desejo de comprar. Em vez de concluir uma compra de verdade, usuários simulam toda a experiência em um site que reproduz uma loja virtual, com o objetivo de obter a sensação de recompensa sem gastar dinheiro.

Os chamados “shoppings de dopamina” partem da ideia de que boa parte da satisfação provocada pelas compras acontece antes mesmo do pagamento. Durante a busca por produtos, comparação de opções e adição de itens ao carrinho, o cérebro libera dopamina, neurotransmissor ligado à motivação, ao prazer e à expectativa de recompensa.

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A proposta é justamente aproveitar esse mecanismo. O usuário navega por um catálogo fictício, escolhe produtos, adiciona os itens ao carrinho e passa por todas as etapas do checkout. No fim, a compra é apenas simulada e nenhum valor é cobrado.

Segundo os criadores dessas plataformas, o objetivo é oferecer uma alternativa para pessoas que costumam fazer compras por impulso ou buscam a sensação de bem-estar proporcionada pelo consumo, mas querem evitar prejuízos financeiros.

As plataformas deixam claro que são totalmente gratuitas e não comercializam produtos reais. Também afirmam que não solicitam dados de cartões de crédito ou outras informações sensíveis, e que qualquer dado inserido durante a simulação serve apenas para reproduzir a experiência de uma compra online.

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O catálogo disponível também é fictício. Produtos, preços, avaliações e descrições foram criados exclusivamente para fins de entretenimento e simulação, sem possibilidade de aquisição.

Além da versão em português, a ferramenta está disponível em outros seis idiomas: inglês, espanhol, francês, alemão, chinês e hindi, permitindo que usuários de diferentes países utilizem a plataforma.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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