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PF faz buscas em nova fase da Operação Compliance Zero

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(Créditos: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

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A Polícia Federal deflagrou, na tarde desta quinta-feira (9), a 10ª fase da Operação Compliance Zero. A ação cumpre dois mandados de busca e apreensão em Brasília, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a PF, a nova etapa investiga uma suposta atuação coordenada em redes sociais para comprometer a credibilidade do Banco Central do Brasil. Os investigadores também apuram a existência de uma possível organização criminosa voltada à intimidação de jornalistas, ao monitoramento ilegal de pessoas ligadas a autoridades públicas, à obtenção indevida de informações sigilosas e à tentativa de interferir em investigações criminais.

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De acordo com a corporação, os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa, embaraço à investigação, além de possíveis violações de dados e de dispositivos informáticos.

Até o momento, a Polícia Federal não informou os nomes dos alvos da operação nem o que foi apreendido durante o cumprimento dos mandados.

O que é a Operação Compliance Zero

A Operação Compliance Zero foi aberta pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de monitoramento ilegal, obtenção de informações sigilosas, campanhas coordenadas de desinformação e ataques contra instituições públicas e agentes envolvidos em investigações.

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As apurações são conduzidas sob supervisão do Supremo Tribunal Federal e, ao longo das fases anteriores, resultaram no cumprimento de mandados de busca e apreensão e em medidas cautelares contra investigados apontados como integrantes da suposta estrutura.

Segundo a PF, a investigação também busca esclarecer a eventual prática de crimes relacionados à organização criminosa, interferência em investigações, violação de dados e ataques à credibilidade de instituições públicas.

O que dizem os investigados

Nas fases anteriores, investigados e defesas negaram a prática de crimes, afirmaram que as medidas determinadas pela Justiça são desproporcionais e sustentaram que as manifestações e publicações realizadas em redes sociais estão protegidas pela liberdade de expressão. Em alguns casos, as defesas também alegaram ausência de provas para sustentar as acusações.

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