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Asteroide Bennu viraliza de novo; entenda o risco real de impacto

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A Nasa calcula que o asteroide Bennu tem 1 chance em 2.700 de atingir a Terra em 2182 (reprodução / NASA)

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O asteroide Bennu voltou a dominar as redes sociais depois que usuários resgataram os cálculos da Nasa sobre a chance de a rocha espacial atingir a Terra. A probabilidade de impacto é de 0,037% para 2182.

Traduzindo: a Nasa estima mais de 99,9% de chance de que a colisão não aconteça.

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O que é o asteroide Bennu

Bennu tem cerca de 500 metros de diâmetro e é classificado como um asteroide potencialmente perigoso. Em caso de colisão, liberaria energia equivalente à de 22 bombas nucleares.

Qual é a chance real de impacto

  • 1 em 2.700 (0,037%) — para 24 de setembro de 2182, a data de maior risco;
  • 1 em 1.750 (0,057%) — somando todo o período até 2300;
  • Mais de 99,9% — chance de que o impacto não ocorra.

De onde vêm esses números

Os cálculos vêm de um refinamento inédito da órbita do asteroide, obtido pela missão OSIRIS-REx.

A sonda foi lançada em 2016, chegou a Bennu em 2018 e passou mais de dois anos estudando o objeto. Em outubro de 2020, coletou amostras da superfície, que chegaram à Terra em 24 de setembro de 2023 e seguem em análise.

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O efeito Yarkovsky

O asteroide absorve calor do Sol e o emite de volta ao espaço. Esse processo funciona como um empurrão sutil, capaz de alterar a trajetória do objeto ao longo de décadas.

Com os dados da OSIRIS-REx, a Nasa calcula esse efeito com muito mais precisão — e é isso que sustenta a projeção para 2182.

A aproximação de 2135

Bennu passará perto da Terra em 2135, sem risco de colisão. Mas a gravidade terrestre pode alterar levemente sua órbita, o que vai ajudar os cientistas a refinar as previsões seguintes.

Por que isso importa agora

A Nasa considera o avanço um marco para a defesa planetária: prever a órbita de um asteroide com décadas de antecedência é o primeiro passo para, um dia, desviar um objeto em rota de colisão.

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Para quem mora em Belo Horizonte, na Região Metropolitana ou no interior de Minas, nada muda na rotina. A data de maior risco está a mais de 150 anos de distância.

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Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

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