O presidente do Sinduscon-MG, Raphael Lafetá, celebrou a realização integrada do Minascon e da Feconsul Minas durante a histórica edição de Pouso Alegre, no Sul do estado. O dirigente destacou que a união inédita dos dois grandes eventos demonstra a força de um setor que serve de base para o desenvolvimento social e impulsiona diversas outras indústrias nacionais. Para o líder empresarial, o evento conjunto funciona como uma vitrine de soluções práticas e novos conhecimentos para toda a cadeia produtiva da região.
Lafetá defendeu a urgência de modernizar os processos construtivos para equiparar a construção civil aos níveis de inovação tecnológica observados em outros setores industriais. O presidente da entidade patronal, então, ressaltou que a incorporação de robótica, mecanização e novas tendências melhora a qualidade final dos empreendimentos imobiliários e de infraestrutura. Essa atualização tecnológica, portanto, busca assegurar a entrega de obras mais rápidas e com custos finais mais acessíveis para o consumidor.
“A indústria da construção civil precisa se atualizar e precisa estar na ponta da tecnologia, para que a gente possa realmente construir esse nosso Brasil”, afirmou Raphael Lafetá, enfatizando a necessidade de industrialização do setor.
O papel prático da inteligência artificial e a realidade do mercado mineiro
Na prática diária dos canteiros de obras, o dirigente citou a modelagem em plataforma BIM como um exemplo básico de tecnologia que otimiza o trabalho das equipes. A ferramenta permite compatibilizar com facilidade os projetos elétrico, hidráulico, estrutural e arquitetônico, gerando uma linguagem acessível para os operários na ponta da linha e elevando a produtividade. A inteligência artificial, assim, entra como aliada ao processar essas variáveis complexas e identificar erros de planejamento de forma preventiva.
O presidente do Sinduscon-MG também ressaltou o papel social da feira ao aproximar os estudantes de engenharia e arquitetura das práticas reais de mercado que vão além das salas de aula. O evento abriu espaço para discussões técnicas, exposições de materiais de acabamento e rodadas de networking que beneficiam a comunidade em geral. O acesso facilitado a palestras gratuitas descentraliza o conhecimento técnico e qualifica o debate sobre moradia urbana e saneamento básico.
Por fim, Lafetá traçou um panorama do mercado em Minas Gerais e lembrou que a habitação e a infraestrutura continuam como necessidades urgentes em todo o território brasileiro. O dirigente apontou que o país enfrenta o mesmo déficit habitacional de seis milhões de moradias há mais de três décadas, o que exige respostas rápidas e eficazes das empresas. O avanço tecnológico atua diretamente para viabilizar novas obras e garantir saneamento para a população.
