A pré-candidata ao Senado pelo PSOL, Áurea Carolina, afirmou nesta terça-feira (14/07), em conversa com a 98News, que apoia a decisão do PT de lançar candidatura própria ao governo de Minas em 2026, independentemente de o escolhido ser o deputado federal e ex-ministro Patrus Ananias (PT) ou a ex-reitora da UFMG Sandra Goulart (PT). Segundo ela, a boa relação com os dois nomes e a definição do candidato petista devem abrir caminho para o avanço das conversas sobre uma possível composição entre PT e PSOL na disputa pelas duas vagas ao Senado.
Na avaliação de Áurea, uma eventual chapa formada por duas mulheres progressistas ao Senado representa uma boa estratégia política para Minas Gerais e ampliaria a presença de mulheres na política do estado. A pré-candidata vê esse cenário com bons olhos e afirma que a definição do PT sobre a candidatura ao Governo de Minas é o passo que falta para avançar as conversas sobre uma possível dobradinha ao Senado.
Marília adotou tom mais cauteloso
Embora também não descarte uma composição entre PT e PSOL para o Senado, a ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado pelo PT, Marília Campos, afirmou no fim de junho que uma eventual dobradinha dependerá da estratégia eleitoral do partido.
Durante agenda em Nova Lima, Marília evitou antecipar qualquer entendimento e afirmou que a definição caberá ao PT.
“A companheira Áurea Carolina é uma pessoa que estimo muito, não só pessoalmente, mas também por sua trajetória política de militância e comprometimento. Mas esse processo de condução de alianças e de composição da chapa é uma decisão do partido, que vai depender muito da estratégia.”
Apoio do PT a outros partidos dificultaria aliança ao Senado
A avaliação de Áurea Carolina é que a decisão do PT de disputar o Governo de Minas com candidatura própria facilita a construção de uma aliança entre as duas legendas na disputa pelo Senado.
Isso porque, antes da definição do partido, havia discussões sobre um eventual apoio do PT a nomes de outras siglas, como o ex-vereador de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), e o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT). Na avaliação da pré-candidata do PSOL, esse cenário dificultaria uma composição entre os partidos, diante das diferenças políticas e ideológicas existentes.
Com a decisão do PT de lançar candidatura própria ao Palácio Tiradentes, Áurea acredita que o caminho para uma eventual dobradinha ao Senado ficou mais aberto.